Informe Informática (Carlos Trindade)
Parece que virou moda. A Justiça norte-americana declarou guerra aos grandes monopólios nas áreas de tecnologia de hardware e software. Agora é a vez da Intel, maior fabricante mundial de chips para computadores, que está na mira do FTC (Federal Trade Commission) e sendo acusada de suprimir informações importantes para seus parceiros, como forma de pressão e tentativa de controlá-los. Alguns executivos das empresas Micron Technology, Data General, Intergraph e AMD, além de um economista da Universidade de Harvard, servirão como testemunhas contra a gigante Intel. A principal acusação é a de usar o seu domínio e poder para limitar a competição. A lei antitruste norte-americana tem o princípio de que uma empresa pode usar de grandes recursos para promover a sua competitividade, porém sem limitar a capacidade competitiva do mercado. Em abril do ano passado a Intel foi declarada culpada no estado do Alabama, de violar as leis antitruste quando cortou o fornecimento de processadores para a empresa Intergraph depois que esta moveu uma ação contra a Intel onde a acusou de não pagar royalties sobre o uso de uma patente de propriedade da Intergraph. A Justiça determinou que a Intel voltasse a estabelecer o seu relacionamento comercial com a Intergraph. A Intel tem ainda contra ela outros casos semelhantes, mas ainda assim não acredita que sofrerá qualquer condenação. As principais argumentações da Intel ficam por conta de que se fosse monopólio, poderiam controlar os preços do mercado de microprocessadores, o que não acontece, pois os preços continuam a despencar. A Intel ainda tem em seu favor algumas leis que protegem a propriedade intelectual e que podem ajudar a sustentar sua posição de não repassar determinadas informações técnicas aos seus parceiros.





