O ano de 1998 foi de dificuldade para a maior empresa fabricante mundial de microprocessadores. A Intel descobriu o dissabor da concorrência. Acostumada à liderança absoluta, a empresa encontrou nos dois últimos anos uma concorrência competente, disposta a definitivamente abocanhar uma boa fatia do mercado. O faturamento da Intel caiu 16% no ano de 1998. O resultado é ainda um pouco melhor do que o previsto por analistas de mercado no meio do ano. O processador Pentium II Celeron contribuiu para uma recuperação parcial do terreno perdido. Do outro lado do fronte, as empresas AMD-Advanced Micro Devices e NSC(Ciryx), não pouparam esforços para mostrar que seus processadores são tão confiáveis quanto os da Intel. A AMD acreditou no mercado dos sub 1000 (micros abaixo de US$ 1000) e investiu forte em microprocessadores de menor custo. A Intel demorou um pouco para perceber o mercado e sofreu as consequências. No ano passado a participação da Intel no mercado dos sub-1000 era de mais de 80% e nesse ano não passou de 30%. O resultado financeiro só não foi pior porque a margem de lucro nos produtos das linhas Pentium II e Xeon (para servidores de alta performance), é bem maior e acabou garantindo um maior equilíbrio nas contas. Existe porém uma preocupação de que os investimentos das empresas na correção do Bug do ano 2000, em 1999, acabe causando uma retração nas vendas de equipamentos de maior desempenho, podendo comprometer o desempenho exatamente no segmento mais lucrativo da Intel. Outras correntes defendem tese contrária: a atualização de softwares, em função da correção do Bug do Ano 2000, acabará demandando estações e servidores mais potentes. A crise econômica mundial poderá também levar os usuários a optarem pela linha de micros sub-1000, o que também é pior para a Intel.

mockup