Informe Informática Carlos Trindade

Sem espaço no HD
Espaço em disco rígido parece nunca ser suficiente para os que usam diariamente seus micros em casa ou no trabalho. São novos softwares, novas versões, imagens, Internet, dezenas de jogos que o filho instalou. Na hora de fazer uma boa limpeza vem sempre a sensação de que não podemos nos livrar daqueles inúmeros arquivos que provavelmente nunca mais serão usados, mas sempre vem à mente a pergunta ‘‘Mas se um dia eu precisar ?’’, ainda que nunca chegue o tal dia. Mas o fato é que chega uma hora que nosso computador começa a demonstrar sinais de saturação. Normalmente o micro começa a travar quando o espaço livre é menor do que aproximadamente 150MB, dependendo das aplicações que o usuário utiliza. O disco rígido é utilizado pelo Windows como uma espécie de auxílio à memória RAM do micro e quando há pouco espaço o equipamento começa a travar sem nenhuma razão aparente. Quando é constatada a necessidade de mais espaço, a primeira idéia que vem é a da troca do disco rígido. Um estudo nos Estados Unidos concluiu que para esse fim, o uso de drivers externos tipo Zip Drive, Jazz e outras mídias removíveis não são a melhor solução. Essa alternativa é muito interessante para quem precisa transportar dados fisicamente de um lugar para outro, mas o preço dos discos rígidos reduziu tanto que qualquer outra solução é menos viável financeiramente. A simples troca por um novo disco pode levá-lo ao arrependimento eterno. Na troca do disco por um novo, o Windows 95 e todos os demais softwares devem ser instalados novamente e nem sempre os arquivos de instalação estão disponíveis facilmente. Não existe um utilitário no Windows 95 que permita fazer um tipo de backup de tudo e depois fazer simplesmente a transferência para o novo disco com segurança total. A melhor solução nesses casos é adicionar um novo disco rígido e não substituí-lo. Um disco rígido de 8MB já custa nos Estados Unidos US$ 340. Adicionar um disco é uma tarefa simples e sem riscos. A grande maioria dos gabinetes dos micros tem espaço interno suficiente para adicionar um novo HD.Apple muda estratégia
A Apple Computer Inc, fabricante dos equipamentos Macintosh e do sistema operacional Mac-OS, mudou sua estratégia de lançar o Mac-OS 10 totalmente diferente das versões anteriores. O plano inicial era o de fazer um produto revolucionário e incompatível com versões mais antigas. O novo Mac-OS 10 é baseado no sistema operacional do microcomputador NEXT, um equipamento criado por Steve Jobs que o anunciou como a grande revolução da microinformática. Apesar de realmente interessante, o preço do Next era muito alto e muitas das idéias criadas por Jobs para ele se tornaram rapidamente disponíveis para os PCs a preços muito inferiores. De todo o projeto restaram muita experiência, novos conceitos e o seu sistema operacional que está servindo como base do novo sistema operacional da Apple. Steve Jobs decidiu agora incluir no novo sistema Mac-OS 10, o código do Mac-OS 8 para manter a compatibilidade com aplicativos existentes. Mesmo assim o Mac-OS 10 promete ser um sucesso e poderá também influenciar a nova geração de sistemas operacionais para os PCs. O Mac-OS 10 tem o seu lançamento previsto para o ano que vem.Pressão sobre a Microsoft
O Departamento de Justiça norte-americano ainda insiste na ação contra a Microsoft e já está tentando interferir em alguns dos novos planos de Gates. A Microsoft pretende incluir no Windows 98, além do Internet Explorer, alguns outros programas multimídia que permitem receber via Internet transmissão de audio e vídeo de alta compressão e competir com o conhecido produto RealAudio. O software é baseado em um novo padrão de compressão criado pela empresa de Gates e também estará sendo distribuído gratuitamente na Internet nas suas duas versões para usuários finais e para servidores NT. Gates quer incluí-los no Windows 98, porém o Departamento de Justiça quer exigir que a Microsoft coloque também uma versão do Windows que não inclua os tais softwares. Alguns especialistas afirmam que a Microsoft está usando de concorrência desleal, fazendo com o produto RealAudio o mesmo que fez com o Netscape. Não é de agora que a Microsoft demonstra sinais de que quer dominar o mercado de transporte de sinais de áudio e vídeo pela Internet. Nos últimos dois anos a empresa de Gates investiu muitos milhões de dólares na aquisição de empresas desse segmento e de direitos sobre produtos.Deixem a Microsoft em paz
Pelo menos é o que pensa a maioria segundo uma pesquisa feita com professores, executivos e pesquisadores da área de informática de todo o mundo. O resultado da pesquisa divulgada na revista Business Week constatou que mais de 63% dos pesquisados acham que o governo norte-americano deve deixar a Microsoft em paz e não interferir em sua estratégia de mercado.1.000 opiniões registradas
O site da Folha na Internet comemora 1.000 participações no sistema de registro de opiniões desde que foi implantado há pouco mais de três meses. Considerando o número de visitantes do site, a quantidade de participações ainda é pequena, já que é bastante fácil a sua utilização, mas vem crescendo a cada dia. O recurso permite que os internautas registrem suas opiniões a respeito de qualquer matéria e imediatamente após o registro elas ficam disponíveis para que sejam vistas por todos. Através do botão ‘‘Quero dar minha opinião’’, disponível em todas as páginas de matéria, o internauta registra seus comentários. Quando o botão ‘‘Quero ver as opiniões’’ estiver piscando, significa que existe pelo menos uma opinião registrada naquela matéria e aí só clicar no botão para ver. Mais de 40 dessas opiniões foram também publicadas na versão impressa do jornal. O site da Folha conta hoje com aproximadamente 100 mil visitantes todos os meses e esse recurso é uma ferramenta interessante que pode transformar qualquer matéria publicada em um fórum de discussões. A Folha está preparando algumas mudanças no sistema que o deixarão ainda mais interativo. O endereço é www.FolhaWeb.com.br
Carlos Trindade é gerente de informática da Folha e consultor. Sugestões e comentários para [email protected]

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