Informe Informática
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Carlos Trindade
Bomba relógio
A imprensa norte-americana divulgou ontem que milhares de Pentiums, em todo o mundo, estão apresentando defeitos, onde ocorre o travamento na execução de aplicativos. Segundo especialistas, os problemas estão acontecendo em equipamentos de segunda linha, sem marcas e fabricados na Ásia. Técnicos constataram que os problemas começam a aparecer após alguns meses de uso dos equipamentos. Por essa razão afirmam que cada Pentium de segunda linha carrega uma bomba relógio em sua CPU.
Componentes
Deixando o exagero de lado, a explicação é de que os fabricantes desses equipamentos não estão seguindo as especificações da Intel no que diz respeito ao fornecimento de energia para a placa principal em equipamentos com processadores Pentium e estão utilizando componentes capacitores de baixa qualidade e em quantidade inferior às especificações. Os fabricantes montam as máquinas com as especificações utilizadas nos PCs 486 e 386 e o processador Pentium exige uma especificação diferente, causando maior aquecimento dos componentes, danificando os capacitores e agravando mais o problema.
Refletindo
Sobre o problema dos equipamentos Pentium, é bom lembrar que os grandes fabricantes de primeira linha são os mais interessados nesse tipo de notícia e podem muito bem ter patrocinado o estudo na tentativa de combater o contrabando e a concorrência dos equipamentos asiáticos de qualidade ruim e preços baixos. Seria bastante conveniente também para a Microsoft culpar os equipamentos por todos os frequentes congelamentos dos aplicativos no Windows 3.1 e Windows 95. Por outro lado, é grande a quantidade de usuários de Pentium que vivem reclamando sobre as paralisações de seus equipamentos, obrigando-os a dar boot nas máquinas e implicando muitas vezes na perda de informações. Certamente o problema existe, entretanto, o difícil é saber quem é o maior culpado: a má qualidade do hardware ou os bugs dos aplicativos e do Windows.
Laser colorida
A Xerox estará lançando nos próximos 15 dias sua nova impressora laser colorida. Chamada, por enquanto, de Tsavorite, o equipamento imprime colorido a uma velocidade de 3 ppm (páginas por minuto) e preto e branco a 12 ppm. O preço será de aproximadamente US$ 3.500 e pode chegar a US$ 3.000 até o fim do ano. Uma das primeiras impressoras a laser de uso pessoal lançada no Brasil foi a HP Laserjet III, em 1986, e custava US$ 4.500. Hoje, uma impressora com características semelhantes da HP custa US$ 700 nos EUA. É provável que demore para que essas impressoras tenham preços parecidos com as InkJets.
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