Informe Informática
Informe Informática
Carlos Trindade
Intel X AMD
A briga continua. A Intel, maior fabricante de microprocessadores do mundo, está processando sua concorrente AMD por estar utilizando o nome MMX indevidamente. O MMX é uma tecnologia desenvolvida pela Intel para dar mais poder aos processadores Pentium, principalmente nas tarefas de processamento das funções multimídia. A AMD, que lançou sua linha de microprocessadores AMD-K6 MMX, argumenta que MMX é uma palavra de domínio público que significa Multimedia Extensions. Mesmo com o processo ainda não julgado, a AMD já está distribuindo os processadores. Caso a Intel ganhe a briga, a AMD provavelmente terá que recolher seus microprocessadores AMD-K6 MMX do mercado ou pagar os direitos autorais pelo uso da marca.
Presente da Microsoft
Mais de 120 instituições de ensino dos Estados Unidos estão recebendo o equivalente a US$ 12 milhões em produtos Microsoft. A maioria dos produtos é destinada às áreas de Internet e desenvolvimento. Na verdade, a Microsoft está repetindo a dose em relação do ano passado quando Bill Gates distribuiu milhões de dólares em produtos a diversas instituições de ensino. Gates quer mesmo é catequizar os estudantes que se transformarão brevemente em grandes usuários, profissionais de informática e executivos com poder de decisão nas empresas.
Novo Padrão
O mercado está recebendo uma nova proposta de padrão para a conexão de periféricos a microcomputadores do tipo PC. A tecnologia chamada Device Bay é resultado de uma associação das mega empresas Intel, Microsoft e Compaq, e tem como objetivo criar um padrão que simplifique a conexã de periféricos a equipamentos PC. Segundo os dirigentes das empresas associadas, o Device Bay vai permitir a troca ou adição de periféricos sem a necessidade de abrir o gabinete do computador e nem mesmo desligar ou dar boot. Para que a tecnologia seja adotada, muitos fabricantes de equipamentos e periféricos tem que comprar a idéia e apostar na nova alternativa.
Traffic Jam
A Internet parece estar causando um grande engarrafamento de informações nos grandes links que interligam os vários países e continentes do mundo. É nesse quadro que a comunicação via satélite se apresenta como uma nova velha alternativa. A comunicação por satélites não é nada recente, entretanto perdeu algum terreno nos últimos anos para a fibra óptica. As soluções encontradas através da instalação de grandes linhas utilizando fibras ópticas que cruzam os oceanos, diminuíram em muito os custos das ligações intercontinentais em relação aos satélites. Com a Internet, a demanda aumentou assustadoramente e tais linhas já se mostram insuficientes. Diante da demanda crescente os satélites se mostram como uma nova e viável alternativa. Na última feira e congresso CeBIT em Hannover, na Alemanha, novas tecnologias de comunicação via satélite foram exibidas prometendo muito maior velocidade e menores preços. Analistas internacionais do mercado de comunicações estão prevendo uma queda significativa nos preços da comunicação por satélites até o final do ano. O que está claro é que nem mesmo nos países do primeiro mundo, a infra-estrutura de comunicação foi dimensionada para suportar o crescimento da Internet e sem uma infra-estrutura adequada, a utilização comercial em grande escala da Internet fica comprometida e deve levar ainda um bom tempo para se consolidar.
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