Como é fácil acreditar que as coisas não mudam. Acreditar que nossas verdades são absolutas no tempo e no espaço. Trabalho com Internet, mais especificamente na área de projetos, marketing e estratégia. Encontro frequentemente com empresários e executivos que apostam tudo no fato de que certas costumes não mudam.
Diz a história que grandes personalidades da economia norte-americana não acreditaram na proposta e projeto de Alexander Graham Bell, o telefone. Em 1876, Graham Bell ofereceu a patente do telefone para a maior corporação norte-americana na época, a Western Union, por US$ 100 mil. A empresa justificou que não havia mercado para o ‘‘brinquedo’’, que era inviável passar cabos por todas as localidades e que a fala pelo telefone não era tão expressiva e eloquente quanto a escrita através dos telégrafos.
Pela lógica, maior empresa norte-americana é sinônimo de diretores visionários, arrojados, capazes de visualizar o potencial do mercado de um produto. Pois eu digo que eram tão grandes, que suas verdades lhes bastavam. Pra que acreditar em algo que parece estar longe da nossa realidade quando nosso time ‘‘está ganhando’’, se somos grandes, ricos e poderosos?
O interessante é que falharam em duas premissas, a de que pessoas não se interessariam por tal aparelho e de que seria inviável instalar fios e cabos por todos os lugares, quando sabemos hoje que os cabos são viáveis não só para o telefone, mas para muitas outras aplicações. Por que o que nos parece tão óbvio hoje, parecia tão absurdo a 124 anos atrás ?

Quebrando paradigmas II

mockup