Informações ao alcance do mouse
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de março de 1998
Telma Elorza 
Londrina pode ser a segunda cidade do Brasil a implantar um novo modelo de Sistema Público de Informações, os chamados quiosques eletrônicos. A empresa paulista Tecno Didática apresentou, recentemente, à administração pública do município o projeto de implantação dos quiosques, semelhante ao que vem sendo desenvolvido pela empresa na cidade paulista de Sorocaba. A viabilidade está sendo estudada pela Prefeitura.
Segundo a diretora-executiva da Tecno Didática, Elaine Mestre Paschoal Frota, o sistema é diferente dos atuais quiosques eletrônicos já espalhados pelo País. Os atuais quiosques têm capacidade limitada de fornecimento de informações, sem que haja uma atualização constante destas informações. O que propomos é uma interligação entre vários bancos de dados para público acesso, explica. Segundo ela, o público poderia acessar, através destes quiosques, todas as informações sobre serviços públicos e da própria iniciativa privada, fazer pesquisas, procurar emprego, reservar hotéis, fazer compras, etc. Enfim, teria uma ampla gama de opções disponíveis a um simples toque na tela e sem qualquer custo, diz.
Para Elaine, evitar ou pelo menos diminuir a perda de tempo necessária para obtenção de informações e serviços no cotidiano das pessoas deve ser, hoje, uma prioridade. Dentro deste novo cenário de econômico mundial, a capacidade de organizar e transportar informações para o maior número de pessoas é o que vai determinar sua posição no mundo. A tecnologia da informação é cada vez mais aperfeiçoada e mais e mais utilizada em qualquer empresa. Por que não em um município dinâmico?, indaga.
As vantagens, segundo ela, seriam inúmeras. Os quiosques funcionariam como uma grande Intranet, conectada inclusive à Internet. Isto proporcionaria às empresas que utilizam a Internet, por exemplo, um acesso maior às suas informações por parte de um público que ainda não tem computador em casa. Ao mesmo tempo, projetaria mundialmente a cidade - de uma forma global e completa - pela Internet, afirma.
Se o projeto for aprovado, cada quiosque deverá conter um microcomputador Pentium 200Mhz, HD 1.2 GB, placa de vídeo 2 Mb, 16 Mb de RAM, placa modem, monitor de vídeo tela plana, sistema operacional Windows NT, sistema de som stereo com amplificação, placa para redes, ventilação, filtro e no-breaks. O acesso do público poderia ser por um monitor touch screen ou por canetas óticas, que é ainda mais barato e mais higiênico, explica. Os quiosques estariam interligados com servidores de bancos de dados e um servidor de monitoramento remoto.
Os custos, porém, dependem de uma série de fatores. Não dá para dizer quanto ficaria a implantação de um sistema deste sem avaliar como os bancos de dados das instituições estão organizados e nem quantos quiosques seriam necessários, afirma.


