Para Gastão Quatorze Voltas, que possui deficiência visual, o computador e a internet fazem parte do seu dia a dia. "Não me vejo sem computador com acesso à internet." Gastão usa a ferramenta para acessar e-mail, redes sociais, bate-papo e programar. O operador de máquinas aposentado de Curitiba se tornou desenvolvedor web depois que perdeu a visão, e desde então mostra preocupação com a questão de acessibilidade na web. Foi ele quem programou o site da Associação dos Deficientes Visuais do Paraná (Adevipar), do qual faz parte. Segundo Flávio Roberto Hermany, presidente da entidade, também deficiente visual, o uso da internet entre os deficientes visuais é extremamente alto.
Gastão reclama que são poucas as páginas da internet adaptadas para o uso por pessoas com deficiência, e os deficientes visuais acabam por ter dificuldades em diversas tarefas. Quando estava aprendendo a programar, por exemplo, ele diz ter sentido dificuldade em encontrar material didático acessível na web. "O leitor de tela ajuda bastante, mas é preciso que os desenvolvedores saibam que pessoas com deficiência usam o computador e a internet."(M.F.C.)

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