DivulgaçãoArmazenamentoNada como um bom drive para estimular o seu lado organizado a fazer cópias de segurança do disco rígidoVivemos aquela época maravilhosa, quando analisamos cuidadosamente nossos desacertos e decidimos definitivamente que o próximo ano não será igual àquele que passou, tomando firmes e irremissíveis resoluções de ano novo que começam a vigorar rigorosamente no dia primeiro e raramente duram mais que uma semana. Portanto, semana que vem todo o mundo estará decidido a fazer backup de seus dados. Como semanas assim são raras, aproveitemo-la para dar umas dicas sobre o assunto.
Backup, para quem não sabe, é a cópia de segurança dos dados armazenados em discos rígidos. Considerando-se que estes dados estão armazenados em uma finíssima camada magnética sobre uma superfície delicadamente polida na qual o menor arranhão provoca um dano irreparável, de discos que giram a milhares de rotações por minuto separados por uma distância menor que um fio de cabelo de uma cabeça magnética que não pode tocar a superfície sob pena de danificá-la irremediavelmente, considero o ato de não fazer regularmente cópias de segurança a maior demonstração de fé coletiva desde os tempos de Maomé.
Na verdade, muito maior, já que Maomé poderia ter resolvido a questão da inamovibilidade da montanha indo até ela, enquanto seus dados, depois de perdidos, não há fé que recupere.
Há diversos modos de se fazer backup. Mas todos são demorados, trabalhosos e desagradáveis. Por isso tão poucos se dão ao trabalho de repetir regularmente uma ação tediosa e aparentemente inútil, feita sempre com a esperança de que jamais venha a ser necessária. Se bem que seria bastante elucidativo notar que, destes poucos, a maioria é de indivíduos que jamais fizeram backup até o dia em que o infortúnio levou desta para melhor o disco rígido no qual confiavam cegamente seus dados essenciais, confirmando a tese do gato escaldado e seu proverbial medo da água fria.
Então vamos aos fatos. Antes de iniciar o backup, há que se tomar quatro decisões: de que, quando, como e onde fazer. A primeira é a decisão mais fácil. O backup inicial deve ser completo, incluindo todos os arquivos de todos os discos rígidos. Daí em diante basta o chamado ‘‘backup incremental’’, ou seja, apenas dos arquivos criados ou modificados desde o backup anterior, facilmente identificáveis pelo atributo denominado ‘‘archive’’, que é ‘‘setado’’ quando o arquivo é copiado e ‘‘resetado’’ quando é modificado. Recomendamos backups completos em intervalos maiores e incrementais em intervalos menores.

mockup