‘Impressora não é periférico’
Agência Globo
No jargão informata, impressora é (e sempre foi) um equipamento ‘‘periférico’’. Não que seja secundário, mas como o protagonista da história é sempre o computador, tudo o que está ligado a ele acaba sendo encarado como coadjuvante. Isso até você conversar com um dos profissionais do setor e perceber que chamar uma impressora, um scanner ou uma copiadora de ‘‘periférico’’ é quase uma ofensa pessoal.
Foi o que aconteceu na semana passada, numa conversa com executivos da Xerox, durante o DocuWorld. Jorge Braga, gerente de Marketing da Xerox, levou a coisa a sério: ‘‘Mas eu não consigo ver uma impressora como um equipamento periférico! Por quê? Não é apenas uma questão de nomenclatura?!
Ele argumenta que suas tão amadas maquininhas estão ganhando cada vez mais recursos, e consequentemente mais espaço (e dependência) nas empresas. Uma impressora, hoje, não pode dispor apenas de compatibilidade com o padrão Ethernet, ter porta paralela e drivers de conexão com sistemas de rede. Ela precisa estar ligada à Internet.
‘‘Alguns modelos de impressoras Xerox têm hoje um processador HTML embutido, um endereço IPX na rede, que pode ser acessado como se fosse uma página na Internet. O que significa isso? Significa que ela está ligada à rede e pode ser acessada ou gerenciada remotamente. Ou seja, você está num cibercafé em Paris, com um disquete no bolso (com o endereço IPX), pode comandar a impressora que está num escritório lá em Tóquio.
A compatibilidade total com a Internet foi um dos recados claros desta edição do DocuWorld - a tal ponto que o evento, ocorrido simultaneamente em Toronto e São Francisco, foi transmitido ao vivo, pela rede. Outra mensagem evidente: a Xerox não é uma companhia apenas de grandes clientes, mas voltada também para os mercados doméstico e de pequenos negócios.
‘‘Tanto que oferecemos uma gama de produtos que vão de US$ 200 a US$ 400 mil’’, disse Mário Sá Couto, vice-presidente e diretor geral para América Latina. Para comprovar isso, a empresa exibiu soluções engenhosas, voltadas para segmentos específicos do mercado, como cartórios e laboratórios de ultra-sonografia.
Outra solução curiosa foi mostrada pela empresa carioca Gemini, que usa uma plotter da Xerox para criar painéis gigantes, muito usados em telenovelas (um deles, exibido na novela ‘‘Por amor’’, da Rede Globo, mostra uma vista do centro do Rio e impressiona pela qualidade).
A Xerox também aproveitou a ocasião para lançar 30 produtos, a maioria voltada para o ambiente corporativo. Para o mercado SoHo, destaca-se a Landscape, uma envelopadora que transforma uma folha de papel impressa em um ou dois envelopes.
O DocuWorld é um evento privado da Xerox, que combina exposição de produtos e soluções com palestras e seminários. Voltado para clientes e profissionais da área tecnológica, é realizado em parceria com Adobe, Colorbus, Electronics for Imaging (EFI), INSCI, Moore, Splash e Sun.

mockup