Impressora do futuro será compacta e multifuncional
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domingo, 30 de maio de 1999
Agência O GloboAgência O Globo 
A Lexmark foi ao fim do mundo para mostrar que está apenas no começo. Apesar de ter sido a fabricante de impressoras que mais cresceu na América Latina no ano passado (50% em unidades e 47% em valores), a empresa ainda ocupa o terceiro lugar (em valores) e quarto (em unidades), atrás de gigantes como HP, Epson e Canon. Para continuar galgando posições neste ranking - em faturamento, a companhia avançou duas posições em 98 - ela tem investido em áreas como redução de custos de manufatura, para baixar continuamente o preço de suas máquinas, e pesquisa e desenvolvimento. E para provar que está fazendo o dever de casa, reuniu mais de 30 jornalistas latino-americanos em Ushuaia, a cidade mais meridional do mundo, na Argentina - capital da província de Terra do Fogo, Antarctica e Ilhas do Atlântico Sul, conhecida, literalmente, por Fim do mundo - num encontro intitulado Impressões 99.
Na gélida e paradisíaca cidade, a companhia apresentou protótipos de impressoras revolucionárias, que não têm data marcada para chegar ao mercado, mas que já encantam os olhos de futuros usuários, domésticos e/ou corporativos. Os novos modelos, que ainda não passam de protótipos (e cujas especificações técnicas, claro, são guardadas a sete chaves), privilegiam quatro tendências: versatilidade, facilidade de uso, velocidade e integração com outros aparelhos. Miniaturização e preservação do meio ambiente, conceitos que já despontam na indústria, também deverão ser cada vez mais seguidos.
No lar, a meta é transformar a impressora num eletrodoméstico tão comum quanto uma torradeira, mas com um distinção fundamental: multi-uso total. Um presságio disso é o protótipo da Impressora TV, que se assemelha na forma a um televisor com mais de 30 polegadas, mas que, no conteúdo, combina funções de impressora, TV e navegador de Internet. Quem viver, verá. E comprará, naturalmente...
Agência O GloboPequenas notáveisNovos protótipos de impressoras miniaturizadas da Lexmark: promessa de um mundo novo, cheio de gadgets inteligentes e integradosSe em 1930 a base de uma datilografia veloz era 300 caracteres (ou 70 palavras) por minuto, hoje, às portas do século XXI, o parâmetro é a impressão de 150 mil caracteres (ou 34 páginas) por minuto. Esta evolução não prova apenas que o homem persegue incessantemente a velocidade, mas que a tecnologia também tem ajudado a alavancar este ritmo muitas vezes alucinado. Segundo estudos realizados pela Lexmark para produzir os protótipos, que gerou um documento com 600 páginas e procurou refletir os anseios de seus consumidores, a velocidade de impressão no próximo milênio só depende de nossa imaginação. A informação é genérica, mas o fato é que um futuro só se constrói com muita pesquisa (a Lexmark, aliás, investe de 5 a 6% de seu faturamento nisso) e sonho.
Um aspecto, no entanto, já é certo: o futuro da impressão vai passar pelas lentes de uma câmera digital. Dos 11 protótipos exibidos, dois são dublês de câmera fotográfica, numa espécie de dois-em-um digital: num único aparelho, é possível sacar e imprimir fotos. A revelação não seria um processo químico, como acontece nas máquinas instantâneas comuns, mas uma impressão em altíssima resolução, feita por um cartucho minúsculo, em papel fotográfico de verdade.
Para Juan Carlos Tejedor, diretor regional da divisão de produtos para o consumidor, o preço ainda é um freio. Quando a barreira dos US$ 500 for quebrada, ou seja, quando um consumidor puder comprar uma câmera e uma impressora juntas por esse preço, aí a revolução vai começar, diz ele.E o próximo passo será a integração num só produto.
Este tipo de integração também poderá ser percebido em outros gadgets, como notebooks, palmtops, telefones celulares, pagers e PDAs. Todos deverão manter suas corriqueiras funções, mas imprimir ao mesmo tempo. Um exemplo é a Impressora maleta, com conexões para celular e fax, ideal para profissionais que se deslocam muito. Tem o formato de uma maleta 007, com compartimentos para armazenar o papel. Outro sonho é a PDAP (Personal Data Assistant Printer), uma evolução do PDA convencional, que usaria tecnologia jato de tinta num corpinho de e-book. O desafio, neste caso, é criar cabeças de impressão inkjet pequenas o suficiente.
Um protótipo curioso foi apresentado sob medida para os verdes: a Impressora ecológica. Ela teria de se basear em três características essenciais: reciclar o toner de folhas impressas previamente, reutilizar folhas enrugadas e ser fabricada a partir de materiais plásticos reciclados.
Pelo aspecto futurístico, outro modelo que chama a atenção é o da impressora de parede. Parece uma TV de plasma, daquelas que hoje são sonho de consumo de todo maníaco em home theater, e pode ser pendurada. Teria alimentação elétrica usando a luz ambiente, com transferência de dados sem fio. Também visando a economia de espaço, foi mostrada uma impressora para redes, de alta velocidade. No formato vertical, teria entrada e saída de papel pelas laterais, em diversas bandejas. Não custa sonhar....


