Até bem pouco tempo, palavrinhas e expressões como resolução da imagem, densidade do ponto de tinta e gramatura do papel faziam parte apenas do vocabulário de profissionais da imagem. Já não é assim: o pequeno usuário de PC está cada vez mais exigente e preocupado com a nitidez das cores que saem de sua impressora. Uma qualidade de impressão que esteja o mais próximo possível da fotografia passou a ser exigência para as mais diferentes aplicações. Hoje precisam dela tanto o dentista que imprime as imagens digitalizadas da boca dos pacientes quanto o avô saudoso que quer imprimir as fotos dos netinhos que moram longe e vez por outra mandam imagens pela Grande Rede.
‘‘O crescimento da Internet foi um dos fatores que empurraram o mercado de impressoras com qualidade fotográfica’’, confirma Sergio Domanico, gerente de marketing de produto da HP. A empresa tem uma fatia de 60% das cerca de um milhão de máquinas vendidas por ano no Brasil, segundo o IDC.
Para o gerente da HP, cada vez mais usuários da Internet se dão conta de que precisam de boa resolução para reproduzir uma imagem que capturaram ou uma foto que receberam pela rede, por exemplo.
Para quem, por um motivo ou outro, está procurando uma impressora com a tal ‘‘qualidade fotográfica’’, o mercado está abarrotado de opções. Muitas máquinas anunciadas pelos fabricantes com essa característica foram lançadas na Comdex de São Paulo, em agosto, e outras chegam por esses dias às prateleiras. Com uma boa notícia: os preços já foram mais altos. Entre os lançamentos, a Epson Stylus Color 640, com resolução de até 1440 pontos por polegada. Até o fim do ano, chega ao mercado nacional o modelo 5770 da Lexmark. Lançada semana passada nos EUA, por cerca de US$ 350, a máquina dispensa o computador para imprimir fotos digitais. No Brasil, de acordo com Mancio Martyres, diretor-geral da Lexmark no País, a ambição deve sair por R$ 700.
A resolução permitida pela máquina é uma das primeiras preocupações desses micreiros que estão descobrindo agora os recursos de uma boa impressora. De acordo com os fabricantes, porém, isso é relativo. Na Canon, boa qualidade de impressão é chamada de ‘‘fotorrealismo’’ e é conseguida graças a um conjunto de fatores, segundo o gerente de marketing Gino Cammarota. Desse conjunto, além de uma alta resolução também fazem parte a tecnologia de impressão - cada fabricante tem a sua - e a qualidade da tinta e do papel. Ou seja, além de investir numa boa impressora, o usuário que quiser alta qualidade nos seus trabalhos impressos deve saber que vai acabar gastando um pouco mais também quando precisar trocar os cartuchos de tinta, melhores do que os ‘‘normais’’, e ao comprar papéis especiais.
Para quem ainda acha que basta uma máquina que imprima em alta resolução para se conseguir qualidade fotográfica um lembrete: é preciso prestar atenção na qualidade das tintas e no papel. Fabricantes recomendam que se use papel e cartuchos da mesma marca das impressoras.

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