Impacto no nível de emprego é imprevisível
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Automação Industrial e Computação Gráfica (Sobracom), o número de robôs no Brasil não passava de 50, em 1989. Em 1991 havia 63 robôs nas indústrias e, a partir daí, o crescimento foi fantástico: 500 em 1995, 960 em 96 e pouco mais de mil no ano passado. Além dos robôs, cresce a procura por sistemas mecanizados de produção em linhas de montagem.
Segundo técnicos do setor, o impacto desse avanço no nível de emprego é imprevisível, mesmo porque, no caso das pequenas e médias empresas que partem para a automação, há casos até de aumento de trabalho, porque elas aceleram demais uma etapa da produção e acabam precisando de mais funcionários para continuar o processo.
Ainda segundo técnicos da Sobracom, uma revolução que só está começando agora nas pequenas e médias empresas poderá ser sentida, em termos de emprego, só daqui a uns dez anos. Em certas áreas, porém, a situação parece ser diferente. No setor têxtil, por exemplo, o número de funcionários no Estado de São Paulo caiu de 80 mil, em 1978, para 18 mil, vinte anos depois. O sindicalista José Roberto dos Santos diz que as funções não desapareceram mas, em contrapartida, um tecelão que tocava dois teares nos anos 60 cuida hoje de 18. Com tecnologias mais avançadas, o número sobe para 40 ou 50 teares tocados ao mesmo tempo por computador. (Agência Estado)





