Local que circula muitas informações sigilosas e importantes, o Hospital do Coração de Londrina possui uma gerência de Tecnologia da Informação (TI) que tenta driblar o recebimento de spams e invasão no sistema da unidade. De acordo com o gerente do setor, Cristiano Baran, os e-mails são disponibilizados somente nas áreas administrativas. ''Nestes locais, usamos ainda um protocolo diferente de recebimento, no qual aparece apenas o nome do remetente e o título da mensagem. Assim, o conteúdo não é descarregado diretamente na máquina'', explica.
Os outros setores, conforme ele, se comunicam com uma ferramenta interna de mensagem instantânea e troca de arquivo. ''Nenhuma informação é trocada ou recebida de fora nesses terminais.'' Já os setores que necessitam de e-mails, mas há um número grande de pessoas que usam a mesma conta, a opção do webmail é uma saída. ''Deixamos, então, o conteúdo na 'nuvem', ou seja, a mensagem fica na internet e não em nosso servidor.'' O acesso a sites muito populares também é barrado a fim de que não haja cadastro de endereços do hospital, trazendo, assim, brechas para a descoberta dos demais e-mails válidos.
Apesar da mudança da porta 25 para 587, Baran acredita que não haverá redução do envio de spams. ''Os robôs irão descobrir uma forma de passar a atuar na porta enviando esse tipo de e-mail. O mais importante mesmo é o comportamento e conscientização do usuário.'' Ao mesmo tempo, medidas de exclusão automática de spams são programadas pelo gerente. ''Temos acesso ao gerenciador dessa conta. Configuro de forma que haja regras rígidas de classificação, além das oferecidas pelo provedor'', complementa. (M.T.)

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