Heavy metal
Heavy metal
O urânio (U) é o mais pesado dos elementos da natureza, podendo ser encontrado em muitas rochas da crosta terrestre, em concentrações que variam de 2 a 4 partes por milhão, e até na água do mar. Ocorre sob diferentes formas, chamadas isótopos, que se difereciam umas das outras de acordo com o número de nêutrons existentes no núcleo do átomo. O urânio natural é uma mistura dos isótopos U-238 e U-235, respectivamente na proporção de 99,3% e 0,7%.
Este último é importante porque, em certas condições, pode romper-se subitamente, liberando grande quantidade de energia. É portanto, físsil, daí a expressão fissão nuclear. Por sua enorme capacidade de gerar energia em usinas atômicas, é uma substância de grande interesse em todo o mundo.
As maiores reservas de urânio estão na Austrália (que detém um quarto do total do mundo), Canadá (o maior supridor do mercado internacional), EUA, África do Sul, Brasil, Namíbia e Cazaquistão. No Brasil está a quinta maior reserva mundial de urânio, com aproximadamente 300 mil toneladas, das quais um terço se concetra em Lagoa Real (BA). Outras jazidas brasileiras de destaque estão nos municípios de Caldas (MG) e Itataia (CE).
No complexo Mínero-Industrial do Planalto de Poços de Caldas (MG), a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) extrai e beneficia urânio para produzir a substância conhecida como yellowcake, dando início ao ciclo do combustível nuclear.
Na área de tratamento físico de minerais, a IBN beneficia monazita, zirconita, ilmenita e rutilo na usina de Buena (RJ). Esses minérios têm elevados teores de tório, elemento radioativo natural, e terras raras de alto valor comercial. A IBN desenvolveu tecnologia para separar essas terras raras, indispensáveis à produção de componentes de alta tecnologia usados em telefones celulares, tubos de imagem de televisão e cerâmicas de alto desempenho. Na Fábrica de Elementos Combustíveis, em Resende (RJ), a INB produz, além dos elementos combustíveis para os reatores de Angra I, materiais como os conjuntos mecânicos usados no primeiro e segundo Satélites Brasileiros de Coleta de Dados e em equipamento para o caça AMX, da Embraer.





