France PresseHale-Bopp: viajando a mais de 150 mil quilômetros por hora, cometa já é visível no Brasil. No Sul, aparição se dará na segunda quinzena de abrilDescoberto há apenas 20 meses, o cometa Hale-Bopp é a grande atração em nosso céu. Já visível em boa parte do Brasil, no Paraná as datas de aparição divulgadas diferem um pouco. Alguns astrônomos esperam o Hale-Bopp a partir de 15 de abril, outros acreditam que o corpo celeste poderá ser visto a partir de 29 de abril, sendo que o melhor dia para observá-lo, segundo os dados divulgados pelo Museu de Astronomia do Rio de Janeiro, é o dia 12 de maio.
Observado pela primeira vez em 23 de julho de 1995 pelos astrônomos amadores norte-americanos Alan Hale e Thomas Bopp que tranquilamente olhavam as estrelas em pleno deserto do Arizona, o Hale-Bopp é um astro gigantesco, com cerca de 40 quilômetros de diâmetro, que percorre mais de 150 mil quilômetros em uma hora, com uma cauda que poderia ligar como uma ponte - se fosse colocada em linha reta -, o planeta Terra ao Sol.
O Hale-Bopp é capaz de colocar o cometa Halley, a maior vedete astrológica do século que passou pela última vez por aqui há 11 anos, no chinelo. Comparativamente ele é quase quatro vezes maior que o Halley e cerca de cinco vezes maior que o cometa Shoemaker-Levy, que se espatifou espetacularmente na atmosfera do Planeta Júpiter em julho de 1994.
Corpos celestes de aspecto nebuloso que estão entre os principais astros do sistema solar, os cometas são velhos conhecidos dos seres humanos. O primeiro registro que se conhece sobre a observação de um cometa aconteceu em 2317 a.C. na China. Embora sempre associados a mistérios e catástrofes, há 19 séculos, Sêneca já admitia os cometas como ‘‘seres de caráter astronômico’’.
Muitas vezes considerado pelos astrônomos como seres assombrosos, os cometas obedecem órbitas geralmente ao redor do Sol ou de outros planetas, só que são mais excêntricas. Outra característica marcante desses corpos celestes são seus núcleos, compostos de sólidas partículas que estão envolvidas em uma nuvem de gases que à medida que se aproximam do sol vão ‘‘derretendo’’. É a redor desse núcleo que se forma o que os cientistas chamam de ‘‘cabeleira’’, que para nós, leigos, nada mais é do que aquele grande rabo luminoso.
Sobre o nascimento desses astros, astrônomos acreditam na existência de uma nuvem repleta de núcleos cometários, conhecida por Nuvem de Oort, onde existiriam cerca de um trilhão de núcleos cometários, com uma massa de cerca de 40% a massa da Terra.
Ao longo de tantos anos diversas teorias surgiram para explicar esses corpos celestes. Atualmente a mais aceita pela comunidade científica mundial reza que os cometas podem ser imensas lixeiras que guardam um pouco do lixo que restou da ‘‘criação do Universo’’. Teorias preconizam que esses ‘‘fósseis da galáxia’’ podem trazer em seu interior vestígios de vidas extintas e matéria não utilizada na formação do nosso sistema solar.

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