Hadouken para todos os gostos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Victor Lopes 
Há 25 anos, um game de luta chegaria ao mundo dos arcades e videogames criando uma legião de fãs e impactando o mercado de uma forma inimaginável. Street Fighter II é um marco para qualquer gamer, que jogando nas alavancas dos fliperamas ou colocando o dedo debaixo da camiseta no controle Super Nintendo para evitar bolhas, soltava "hadoukens" e "shoryukens" com maior facilidade. Na última semana, essa geração de jogadores, agora trintões e quarentões, se uniu aos jovens da atualidade para colocar as mãos no novo lançamento da Capcom: Street Fighter V.
Sem modéstia, o maior game de luta de todos os tempos chegou para agradar a públicos diversos: àqueles que não jogam a franquia há muitos anos e os jogadores assíduos, que estudam adversários, participam de campeonatos e se aventuram nas partidas on-line ranqueadas, focando em técnicas e estratégias aprimoradas. A publisher vem trabalhando seriamente para transformar SF num e-sport, levando jogadores de todo o mundo ao Capcom Pro Tour e Capcom Cup, que este ano oferece prêmio de US$ 500 mil. Tais ações ganharam força desde que SF IV foi lançado em 2008.
O novo game da série traz personagens conhecidos como Chun-Li, Zangief, Ryu, Dhalsin, Vega, Ken e M.Bison e novas criações, como Necali, o esquisito F.A.N.G, Rashid e a brasileira Laura, que substitui o maior representante tupiniquim no jogo: o famoso Blanka. Aliás, Laura já causou certa polêmica por retratar a mulher brasileira de forma extremamente sensual, com decotes e roupas provocativas. Mas vale dizer que diferentemente de outros jogos da nova geração de consoles que prezam pelo realismo e violência extrema, SF V foca em gráficos de desenho animado, com cores exageradas, rico em detalhes e beleza impressionante tanto dos personagens como nos cenários de luta.
HABILIDADES
Já a jogabilidade ponto forte da franquia continua impecável. Se em SF IV os jogadores precisavam "suar mais a camisa" para acertar combos e especiais, em lutas mais defensivas, na nova versão tudo está bem mais acessível aos players casuais. Habilidades como o V-Skill e V-Trigger são acessadas facilmente no toque dos botões, podendo mudar os rumos da partida com movimentos e táticas de cada personagem. Um exemplo incrível que prova essa teoria é que o rapper norte-americano Lupe Fiasco, entusiasta do game, venceu o famoso jogador profissional japonês Umehara Daigo num evento para promover o game recentemente, em São Francisco.
Negativos
No que diz respeito aos pontos negativos encontrados pela reportagem, o principal foi a dificuldade de acessar partidas on-line na semana de lançamento, algo que a Capcom deve acertar gradativamente. Outro fator é que o game parece ter sido lançado de forma incompleta, sem o famoso modo arcade e com as histórias dos personagens ainda superficiais. A publisher promete, entretanto, liberar seis novos personagens até o final de 2016, além de outros conteúdos ao longo dos anos, já que o jogo não terá múltiplas versões como em SF IV. Vale dizer que os famosos DLCs poderão ser adquiridos com "Fight Money", conquistados no próprio game. Ou seja se tiver paciência não será necessário o jogador desembolsar nenhum real para ter todos os conteúdos lançados.
Street Fighter V, sem dúvida, confirma toda a hype criada em cima dele e traz um jogo muito caprichado, com mecânicas polidas, gráficos estonteantes e que deve gerar competições de alto nível tanto na internet como em campeonatos pelo mundo. O jogo é exclusivo para PS4 e PC, podendo ser jogado entre as plataformas. Sem dúvida, vale o investimento.


