Há 25 anos, um game de luta chegaria ao mundo dos arcades e videogames criando uma legião de fãs e impactando o mercado de uma forma inimaginável. Street Fighter II é um marco para qualquer gamer, que jogando nas alavancas dos fliperamas ou colocando o dedo debaixo da camiseta no controle Super Nintendo para evitar bolhas, soltava "hadoukens" e "shoryukens" com maior facilidade. Na última semana, essa geração de jogadores, agora trintões e quarentões, se uniu aos jovens da atualidade para colocar as mãos no novo lançamento da Capcom: Street Fighter V.
Sem modéstia, o maior game de luta de todos os tempos chegou para agradar a públicos diversos: àqueles que não jogam a franquia há muitos anos e os jogadores assíduos, que estudam adversários, participam de campeonatos e se aventuram nas partidas on-line ranqueadas, focando em técnicas e estratégias aprimoradas. A publisher vem trabalhando seriamente para transformar SF num e-sport, levando jogadores de todo o mundo ao Capcom Pro Tour e Capcom Cup, que este ano oferece prêmio de US$ 500 mil. Tais ações ganharam força desde que SF IV foi lançado em 2008.
O novo game da série traz personagens conhecidos como Chun-Li, Zangief, Ryu, Dhalsin, Vega, Ken e M.Bison e novas criações, como Necali, o esquisito F.A.N.G, Rashid e a brasileira Laura, que substitui o maior representante tupiniquim no jogo: o famoso Blanka. Aliás, Laura já causou certa polêmica por retratar a mulher brasileira de forma extremamente sensual, com decotes e roupas provocativas. Mas vale dizer que diferentemente de outros jogos da nova geração de consoles que prezam pelo realismo e violência extrema, SF V foca em gráficos de desenho animado, com cores exageradas, rico em detalhes e beleza impressionante tanto dos personagens como nos cenários de luta.

HABILIDADES
Já a jogabilidade – ponto forte da franquia – continua impecável. Se em SF IV os jogadores precisavam "suar mais a camisa" para acertar combos e especiais, em lutas mais defensivas, na nova versão tudo está bem mais acessível aos players casuais. Habilidades como o V-Skill e V-Trigger são acessadas facilmente no toque dos botões, podendo mudar os rumos da partida com movimentos e táticas de cada personagem. Um exemplo incrível que prova essa teoria é que o rapper norte-americano Lupe Fiasco, entusiasta do game, venceu o famoso jogador profissional japonês Umehara Daigo num evento para promover o game recentemente, em São Francisco.

Negativos
No que diz respeito aos pontos negativos encontrados pela reportagem, o principal foi a dificuldade de acessar partidas on-line na semana de lançamento, algo que a Capcom deve acertar gradativamente. Outro fator é que o game parece ter sido lançado de forma incompleta, sem o famoso modo arcade e com as histórias dos personagens ainda superficiais. A publisher promete, entretanto, liberar seis novos personagens até o final de 2016, além de outros conteúdos ao longo dos anos, já que o jogo não terá múltiplas versões como em SF IV. Vale dizer que os famosos DLCs poderão ser adquiridos com "Fight Money", conquistados no próprio game. Ou seja – se tiver paciência – não será necessário o jogador desembolsar nenhum real para ter todos os conteúdos lançados.
Street Fighter V, sem dúvida, confirma toda a hype criada em cima dele e traz um jogo muito caprichado, com mecânicas polidas, gráficos estonteantes e que deve gerar competições de alto nível tanto na internet como em campeonatos pelo mundo. O jogo é exclusivo para PS4 e PC, podendo ser jogado entre as plataformas. Sem dúvida, vale o investimento.

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