Grupo busca profissionalismo
Para aperfeiçoar pesquisas e extrapolar os resultados das experiências com protótipos, o Grupo de Foguetes Experimentais (GFE) buscou o departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Através do professor doutor Gilberto Carbonari, juntamente com o coordenador do GFE, Fernando Stancato, um projeto voltado para pesquisas com foguetes experimentais está sendo montado para ser apresentado à CNPq, no final de maio.
Segundo Gilberto Carbonari, para o GFE avançar seus objetivos é necessário mais recursos para equipamentos e profissionais de diversas áreas. Por isso, o projeto terá um caráter multidisciplinar envolvendo professores e pesquisadores das áreas de Química, Física, Engenharia Civil e Engenharia Elétrica. ‘‘Todas estas áreas estão relacionadas com todo o processo de construção e lançamento de um foguete’’, explica o professor.
O objetivo geral é aprofundar os conhecimentos das variáveis que interferem no lançamento de protótipos de foguetes experimentais relacionadas com o comportamento estrutural, de combustível propelente e capacidade aerodinâmica, entre outros.
O projeto envolve também alunos da UEL e do GFE, que estarão recebendo conhecimentos na pesquisa científica e se preparando para mais tarde, possivelmente, ingressar na área aeroespacial. A UEL, como instituição, também estará envolvida com o projeto e em contrapartida estará recebendo recursos em forma de equipamentos que serão necessários para colocar o projeto em andamento.
Uma empresa pública ou privada também fará parte do projeto. Este segmento deverá entrar com bolsas de estudo e equipamentos. Em troca receberá a transferência de tecnologia desenvolvida pelas experiências. A preferência, segundo o professor, é por uma empresa pública ligada ao governo federal e com fins espaciais.
‘‘Uma empresa desta tem interesses em patrocinar estas atividades porque para ela fazer as experiências é muito dispendioso’’, explica Carbonari. ‘‘Nós estaremos repassando os resultados para a empresa, por exemplo, de um propelente melhor, ou a pintura externa mais adequada para o foguete perfurar o ar’’.
A maior dificuldade para aprovação do projeto junto à CNPq é o alto custo. Para rebater este possível entrave, o professor afirma que o projeto irá bater na tecla de que se trata de uma área de estratégia para o governo federal investir.
Com o projeto aprovado, Londrina será um núcleo de excelência em pesquisas aeroespaciais. ‘‘Londrina será um ponto estratégico para o governo investir em foguetes no Brasil’’- acredita Carbonari.
Caso o projeto não seja aprovado pela CNPq, os recursos serão buscados junto a órgãos estaduais, municipais ou empresas da comunidade interessadas em participar. ‘‘Para isto é só entrar em contato com o GFE’’, afirma Carbonari. O telefone é (043) 323-9315.

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