Grandes empresas, grandes negócios
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quarta-feira, 06 de agosto de 1997
Agência Estado 
Arquivo FolhaMercadoSoftwares, Internet, potenciais setores do continente estão entre as principais linhas de ação das empresasSendo a Internet hoje a tecnologia que mais cresce no País, segundo o secretário nacional de Política de Informática, Ivan Moura Campos, não há nada mais conveniente para uma empresa de modems e de outros equipamentos de conectividade que aumentar sua atuação em um mercado promissor como o Brasil. De olho no crescimento da linha OEM (fornecimento para fabricantes de PCs) e na venda direta ao usuário final, a Hayes anunciou sua entrada na Amércia Latina. Sua meta é ser líder de mercado por aqui e vender 150 mil modems em 98.
Como não poderia deixar de ser, sua atuação começa pelo Brasil, que servirá de base para mais uma fábrica da Hayes. Tudo o que for produzido aqui será para abastecimento interno e para o mercado latino-americano. Para não entrar sem experiência em uma praça desconhecida, a companhia firmou acordo com a Trellis, que vai ficar responsável pela distribuição e assistência técnica.
Até um modem adaptado às linhas telefônicas brasileiras a Hayes desenvolveu. Segundo a empresa, esta adaptação consumiu o trabalho de 30 técnicos da empresa durante um prazo de nove meses.
Líder de mercado na Ásia e Europa e segundo lugar em vendas de modems nos Estados Unidos, perdendo campo apenas para a USRobotics, a Hayes ficou conhecida mundialmente após criar e definir o padrão do modem.
Segundo o gerente-geral da Hayes para a América Latina, José Colagrossi, os produtos da marca vendidos aos brasileiros serão repassados com as mesmas vantagens hoje oferecidas aos americanos. O suporte, por exemplo, poderá ser feito via serviço técnico local, telefone, BBS e site na Internet. As caixas e manuais serão em português, garante. Nenhuma outra empresa estrangeira que vende modems hoje no Brasil oferece esta gama de serviços. Só em propaganda, a empresa pretende investir R$ 1,5 milhão até o fim do ano.
Scanner
Líder européia na comercialização de scanners, a holandesa Primax acaba de aterrissar no Brasil com o objetivo de conquistar este nicho. Em 12 meses, ela pretende ser líder do mercado brasileiro de scanners e vender cerca de 8 mil unidades do equipamento até o fim do ano. Até o ano 2000, a Primax pretende elevar este número para 70 mil.
Para alcançar a liderança, ela fechou parceria com a Introsoft, empresa que vai tratar diretamente com os distribuidores e revendas. Segundo Robert Janssen, diretor da Introsoft, a empresa escolheu o País para iniciar suas atividades na América Latina em função do seu alto crescimento no consumo de bens de informática.
Para isso, vamos entrar no País com os produtos localizados e com um marketing agressivo, promete Janssen. A Primax pretende vender seus produtos nos principais hipermercados e lojas de departamento, entre eles, Carrefour, Lojas Americanas, Paes Mendonça e Ponto Frio. Vamos colocar promotores treinados pela Primax para atender os consumidores de todas estas redes.
O mercado latino-americano está tão em alta que até a 3COM, grande da área de redes, já admitiu seu interesse em investir pesado no País. Eric Benhamou, presidente e CEO da companhia, esteve no Brasil no início do mês e participou de uma reunião misteriosa no Ministério da Ciência e Tecnologia. Não existe nenhuma dúvida de que vamos montar uma fábrica aqui, diz, sem revelar detalhes. Só não decidimos ainda quando vai acontecer.
Segundo Benhamou, a América Latina é uma das poucas regiões do mundo capazes de criar tantas expectativas para a empresa. Enquanto a previsão para as economias de outros países é de um crescimento médio de 9% entre 95 e 2000, na América Latina este número fica em cerca de 15%.
Outra empresa da área de impressoras que entrou recentemente para o mercado nacional é a Lexmark. A companhia norte-americana firmou parceria com a ABC Bull no mês passado para produzir os mais diversos modelos de impressoras aqui.


