Arquivo FolhaMercadoSoftwares, Internet, potenciais setores do continente estão entre as principais linhas de ação das empresasSendo a Internet hoje a tecnologia que mais cresce no País, segundo o secretário nacional de Política de Informática, Ivan Moura Campos, não há nada mais conveniente para uma empresa de modems e de outros equipamentos de conectividade que aumentar sua atuação em um mercado promissor como o Brasil. De olho no crescimento da linha OEM (fornecimento para fabricantes de PCs) e na venda direta ao usuário final, a Hayes anunciou sua entrada na Amércia Latina. Sua meta é ser líder de mercado por aqui e vender 150 mil modems em 98.
Como não poderia deixar de ser, sua atuação começa pelo Brasil, que servirá de base para mais uma fábrica da Hayes. Tudo o que for produzido aqui será para abastecimento interno e para o mercado latino-americano. Para não entrar sem experiência em uma praça desconhecida, a companhia firmou acordo com a Trellis, que vai ficar responsável pela distribuição e assistência técnica.
Até um modem adaptado às linhas telefônicas brasileiras a Hayes desenvolveu. Segundo a empresa, esta adaptação consumiu o trabalho de 30 técnicos da empresa durante um prazo de nove meses.
Líder de mercado na Ásia e Europa e segundo lugar em vendas de modems nos Estados Unidos, perdendo campo apenas para a USRobotics, a Hayes ficou conhecida mundialmente após criar e definir o padrão do modem.
Segundo o gerente-geral da Hayes para a América Latina, José Colagrossi, os produtos da marca vendidos aos brasileiros serão repassados com as mesmas vantagens hoje oferecidas aos americanos. ‘‘O suporte, por exemplo, poderá ser feito via serviço técnico local, telefone, BBS e site na Internet. As caixas e manuais serão em português’’, garante. ‘‘Nenhuma outra empresa estrangeira que vende modems hoje no Brasil oferece esta gama de serviços.’’ Só em propaganda, a empresa pretende investir R$ 1,5 milhão até o fim do ano.
Scanner
Líder européia na comercialização de scanners, a holandesa Primax acaba de aterrissar no Brasil com o objetivo de conquistar este nicho. Em 12 meses, ela pretende ser líder do mercado brasileiro de scanners e vender cerca de 8 mil unidades do equipamento até o fim do ano. Até o ano 2000, a Primax pretende elevar este número para 70 mil.
Para alcançar a liderança, ela fechou parceria com a Introsoft, empresa que vai tratar diretamente com os distribuidores e revendas. Segundo Robert Janssen, diretor da Introsoft, a empresa escolheu o País para iniciar suas atividades na América Latina em função do seu alto crescimento no consumo de bens de informática.
‘‘Para isso, vamos entrar no País com os produtos localizados e com um marketing agressivo’’, promete Janssen. A Primax pretende vender seus produtos nos principais hipermercados e lojas de departamento, entre eles, Carrefour, Lojas Americanas, Paes Mendonça e Ponto Frio. ‘‘Vamos colocar promotores treinados pela Primax para atender os consumidores de todas estas redes.’’
O mercado latino-americano está tão em alta que até a 3COM, grande da área de redes, já admitiu seu interesse em investir pesado no País. Eric Benhamou, presidente e CEO da companhia, esteve no Brasil no início do mês e participou de uma reunião ‘‘misteriosa’’ no Ministério da Ciência e Tecnologia. ‘‘Não existe nenhuma dúvida de que vamos montar uma fábrica aqui’’, diz, sem revelar detalhes. ‘‘Só não decidimos ainda quando vai acontecer.’’
Segundo Benhamou, a América Latina é uma das poucas regiões do mundo capazes de criar tantas expectativas para a empresa. Enquanto a previsão para as economias de outros países é de um crescimento médio de 9% entre 95 e 2000, na América Latina este número fica em cerca de 15%.
Outra empresa da área de impressoras que entrou recentemente para o mercado nacional é a Lexmark. A companhia norte-americana firmou parceria com a ABC Bull no mês passado para produzir os mais diversos modelos de impressoras aqui.

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