Governo tenta acelerar banda larga
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
Mie Francine Chiba <br>Reportagem Local 
Há alguns dias, completou-se um ano de criação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que tem o objetivo de levar internet de alta velocidade a 4.283 municípios do país até 2014. No entanto, em virtude do grande atraso no cronograma inicial - as 100 primeiras cidades deveriam ter sido conectadas à rede pública de internet em 2010 - o Ministério das Telecomunicações e a Telebrás, que gerencia a implantação do programa, evitam estipular datas e informam que a meta é expandir a oferta de banda larga no País nos próximos três anos.
O programa segue três pilares: redução de preço, aumento de cobertura e de velocidade. Oficialmente, a exigência da presidente Dilma Rousseff é de que a velocidade mínima de conexão oferecida pelas prestadoras do PNBL seja de 1 Mbps ao custo de R$ 35,00.
Para atingir os resultados, o Governo desenvolveria ações em quatro sentidos principais: na competição e expansão de redes de telecomunicações; em incentivos fiscais e financeiros à prestação de serviços de banda larga; em política produtiva e tecnológica para atender a demanda; e numa rede de telecomunicações nacional com atuação no atacado disponível para prestadoras.
A internet banda larga chegaria à população por meio de uma rede de fibra óptica cedida pela Petrobras e Eletrobras, entre outras empresas do setor energético, com extensão de cerca de 30 mil quilômetros. O contrato com a Petrobras foi assinado no último dia 13. ''Não há nenhum empecilho para começar a implantação. Esperamos iniciar na primeira quinzena de junho as primeiras seis cidades no trecho Brasília-Itumbiara (Brasília, Samambaia, Pirineus, Bandeirantes, Morrinhos e Itumbiara)'', reiterou o presidente da Telebras, Rogério Santanna. Um primeiro contrato de R$ 3 milhões para aluguel de cabos de fibra óptica já havia sido assinado com empresas ligadas à Eletrobras (Furnas, Eletrosul, Eletronorte e Chesf).
Agora, a Telebras aguarda apenas a aprovação dos projetos dos 28 pontos de presença (POPs) que serão instalados na rede da Petrobras no anel sudeste. Assim, espera-se que a rede comece a atender 700 municípios ao redor do anel, que tem 2 mil quilômetros de extensão e liga Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Após a aprovação dos projetos de instalação, a estimativa é que em 60 dias o acesso à banda larga chegue às cinco primeiras cidades: Brasília, Alexânia, Senador Canedo, Morrinhos e Araporã.
Uma lista com as 100 primeiras cidades a receberem a internet banda larga foi divulgada pela Telebras em agosto de 2010, mas nenhuma cidade do sul do país estava incluída na primeira etapa do Programa. A maior parte dos municípios que deveriam ser contemplados era do Nordeste (58). O sudeste, com 30, vinha na sequência.
Santanna afirmou, no entanto, que a estatal trabalha com a pretensão de construir o backbone (conexão da rede com os provedores de acesso) nos anéis norte e sul ainda este ano. O anel sul compreende, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte de São Paulo. No momento, a Telebras negocia a cessão de cabos com companhias de energia elétrica estaduais, entre elas a Copel. ''A Copel já procurou o Ministro (das Telecomunicações) e é uma parceira estratégica.''
Acesso final
Os provedores da internet banda larga do Governo serão as empresas de telefonia fixa e de telefonia móvel ''de diferentes tamanhos e tipos'', como explicou Santanna. Elas ficarão responsáveis pela estrutura de backhaul (conexão da rede com o usuário).
Intelig, Embratel e GVT já venceram licitação para o fornecimento de links de internet. As empresas farão as conexões da rede da Telebrás a 12 localidades, como São Paulo, Brasília, Fortaleza e Rio. A largura de banda vai variar de 250 Mbps a 10 Gbps. Mais de 500 provedores, entretanto, já se cadastraram para atender com a banda larga do governo.


