Generations: 3 games em um só
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quarta-feira, 27 de agosto de 1997
Agência Estado 
Imagine um game que misture, com doses iguais de adrenalina, estilos aparentemente tão distintos, como ação em primeira pessoa (o exemplo clássico é Doom), estratégia (Civilization) e simulador de batalhas espaciais (tipo X-Wing vs Tie Fighter). Difícil conciliar características tão diferentes, mas foi o que a Microprose fez com o mais novo título para PC baseado na série Jornada nas Estrelas.
Star Trek: Generations pode até ser inferior aos exemplos citados (quando comparado com cada título individualmente), mas funciona no conjunto e é o primeiro game que consegue transportar para a tela do micro toda a magia do seriado. E a melhor notícia é que Generations é apenas o começo de uma nova era para os games que retratam o universo Trek, já que Starfleet Academy, da Interplay, promete características ainda mais empolgantes.
O tema principal de Generations, além do esperado encontro das gerações, é a procura por Nexus, um lugar paradisíaco que só pode ser alcançado quando se atravessa uma faixa de energia. O Dr. Tolian Soran quer voltar para Nexus, mesmo que isso signifique destruir sistemas solares inteiros e matar bilhões de pessoas.
Impedir os planos do malvado é tarefa para o capitão Jean-Luc Picard, o sucessor do legendário Kirk no comando na USS Enterprise. A primeira coisa que nos chama a atenção em Generations é a qualidade do vídeo de abertura e das telas intermediárias. Além disso, as vozes dos personagens são as mesmas dos atores do filme: Patrick Stewart, William Shatner e Malcolm MacDowell que emprestam seus talentos para dar mais realismo ao game.
O jogo funciona do seguinte modo: na Sala de Cartografia Estelar você traça as melhores estratégias para descobrir onde está escondido Soran, rastreia as transmissões dos Klingons e decide se combate naves inimigas. Caso a opção seja partir para o ataque, você assume o controle da Enterprise. Para completar, temos de cumprir diversas missões 3-D, atirando em todos os inimigos, resgatando feridos ou se infiltrando na base inimiga.
Até aqui tudo bem, mas Generations tem também alguns defeitos graves. O tempo de espera para que uma fase seja carregada é longo, não podemos salvar o jogo no meio da missão (só no começo) e falta uma opção multiplayer, o que traria uma carga de emoção muito maior à aventura. No entanto, pior ainda é a falta de um distribuidor brasileiro para este título. Por isso, se quiser adquirir o game, você precisa entrar na página da Microprose na Internet
(http://www.microprose.com/gamesdesign/stgens/stgenindex.html).
A configuração mínima para rodar Generations é um micro Pentium ou similar, 8 MB de memória RAM e CD-ROM 4x.


