Garotos viram cibermina de ouro
O futuro da Internet está no público infantil. Hoje são 4,1 milhões de crianças surfando na Rede em todo o mundo. Até o ano 2000, este número deve pular para 19,2 milhões. Enquanto um adulto fica, em média, uma hora na Web, os pequenos internautas não passam menos de três horas.
Não é à toa que as crianças são tidas, nos Estados Unidos, como cyber gold mine (cibermina de ouro). Os empresários que ainda não apostaram no mundo virtual para vender seus produtos já estão investindo pesado em projetos que prometem render boas cifras. Estudo da Jupiter Communications, empresa norte-americana de pesquisa de mercado, mostra que em 2002 o tempo de navegação dos pequenos pela Rede deverá exigir investimentos das empresas no valor de US$ 1,8 bilhão.
A Walt Disney, por exemplo, acaba de criar o Disneys Daily Blast, serviço de tecnologia push (empurre) que oferece games, HQs, brincadeiras e informações de interesse infantil. Nos Estados Unidos, o serviço mensal custa US$ 4,95. Os brasileiros interessados devem acessar o site e solicitar a assinatura (www.disney.com).
Bons negócios para as grandes corporações podem não significar boa educação para as crianças. Portanto, pais devem ficar de olho no conteúdo da Web acessado pelos seus filhos. Assim como a televisão, a Rede mundial de micros também oferece sexo, violência gratuita, personagens com problemas mentais e propaganda enganosa. Isso não significa que a assinatura do provedor de acesso deva ser suspensa. Ao lado da vilania da Net, advertem psicólogos, existe um mundo virtual encantado onde reinam a diversão e a educação. Sabendo selecionar o site, o público infantil encontra um conteúdo rico em informações e brincadeiras, podendo treinar também a língua inglesa, comunicar-se com crianças de outros países e conhecer diferentes culturas.





