A indústria de jogos eletrônicos para computadores não descansa. E agora, neste período de véspera de Natal, época de presentes, ela massacra, no bom sentido. Novos produtos são colocados no mercado de uma hora para outra. O público alvo, por sua vez, já não encontra muitos argumentos para convencer seus presenteadores, que normalmente são os pais de crianças e adolescentes fissurados em games, sobre a necessidade de mais de uma lembrança. Ou seja, um jogo não basta, quando os catálogoso oferecem centenas de opções.
A Brasoft, por exemplo, ataca com várias novidades e uma delas proporciona ao gamemaníaco uma real sensação de comando. Trata-se de Star Wars - Force Comander, que coloca na tela do micro mais de 70 unidades militares para o desenrolar de 24 missões individuais e 35 multijogador. Tudo em tempo real e com mais uma vantagem: alguns comandos nas teclas e outros no mouse fazem o jogador ter a sensação de estar manuseando uma camêra, que permite que todas as batalhas possam ser assistidas de diferentes ângulos. Se preferir, o micreiro pode participar do combate.
As lutas são em território que, pelo suposto, pertencem a uma Terra futurista ou a um outro planeta. Os as naves lembram objetos voadores não identificados, alguns protagonistas são androídes e bichos enormes, que lembram os dinossauros, perambulam entre os guerreadores, inclusive tranpostando militares. ‘‘Comande os grandes exércitos da saga de Star Wars num intenso combate terrestre em tempo real’’, anuncia o fabricante, já na embalagem do produto, antes que o consumidor tenha tempo de abrir o pacote.
Outra vantagem: é possível rodar o jogo em rede local ou pela Internet, com a participação simultânea de até quatro jogadores. Não é preciso um supercomputador para isso. Um Pentium 266 resolve, desde que o equipamento disponha de 64 MB Ram, placa aceleradora, 460 MB de espaço livre em disco rígido, placa de som de 16 bits e Windows 95/98.
Já a Greenlef assanha o público com Lara Croft, em Tomb Raider Chronicles. ‘‘É um dia frio, escuro e chuvoso. Ao término do culto em memória de Lara Croft, seus velhos amigos se retiram para a Mansão Croft. Enquanto mergulham tristemente seus pensamentos, recordam antigas aventueas de Lara... Enquanto isso... Centenas de milhas distante, Werner Von Croy coordena a escavação frenética, procurando por respostas enterradas nas profundezas do deserto egípcio...’’
O texto lembra aqueles livros de bolso que se compravam na bancas de jornais e revistas. Mistério. Será que Lara Croft, que rendeu tantos dividendos para seus criadores nas versões anteriores do game, morreu?
O jogador apressado poderá conferir no manual do produto: ‘‘Lara Croft desaparecida? Pode parecer impossível, mas trata-se da mais puta verdade. Em Tom Raider Chronicles, Lara Croft é dada como morta! Seus amigos relembrarão algumas aventuras secretas do passado, revelando fatos inéditos na vida da maior musa dos games’’.
É neste ponto que está o atrativo da história. Segundo o manual, enquanto os amigos relembram essas aventuras, o jogador assume o papel de Lara, ‘‘como se ela estivesse vicendo aquele momento em que a história é contada’’. Não questionam se Lara realmente morreu, para que o desenrolar dos acontecimentos não fique sem graça. Só uma dica: os jogadores, segundo o manual, são testemunhas do final de uma era na história de Lara Croft.
Mas cuidado. Para entrar nessa trama, o gamemaníaco precisa dispor de um processador Pentium II de 300 MHz ou equivalente, sem aceleração 3D por hardware, ou processadir Pentium II de 266 MHz ou equivalente com aceleração 3D por hardware. O Windorws deve ser 95/98 e não é preciso muita memória RAM. Bastam 16 MB, o que torna o jogo mais acessível do que muitos outros concorrentes. O jogo exige placas de aceleração gráfica e placas de som.
A revista PC Gamer, por sua vez, disputa espaço com um tema presente no cotidiano dos jogadores: violência, fome e destruição. ‘‘Impeça que o caos tome conta da cidade’’, está escrito na capa. O game é o Urban Chaos, em versão completa, cuja personagem central também é uma mulher: D‘arci Stern, uma policial recruta do Union City Police Department (UCPD).
‘‘Desde o início do outono o UCPD tem sentido um grande aumento nos casos de suicídios, assaltos, vandalismo, roubos e assassinatos. Crimes pesados estão tomando enormes proporções. Porém, não são apenas esses crimes que estão preocupando Stern. Ela está acostumada com a vida diária de confrontos com gangues’’, informa a revista, que traz inclusive as fichas de Sterne de seu principal inimido, Roper McIntyre.
A missão, conforme a proposta dos autores do jogo, é muito nobre: ‘‘Conforme a chegada do próximo milênio, você e seus companheiros não estarão somente combatendo o crime, vocês estarão também lutando pela sobrevivência da espécie humana’’. Sendo assim, quem é que não gostaria de ser herói? A revista traz ainda ym CD com 18 demos jogáveis.
Essas são apenas algumas das muitas novidades lançadas neste final de ano pelos fabricantes de games. Um jogador novato, com certeza, ficará contente com o presente que os pais escolherem nas estantes do comércio especializado. Mas os gamemaníacos, com certeza, não abrirão mão da preferência.

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