GAMES Sam & Max
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de maio de 2010
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Quem é gamer das antigas sabe bem como os adventures textuais, nos anos 80, e os gráficos, nos anos 90, foram importantes para a indústria, especialmente dos computadores. Um dos estilos de mais sucesso foram os point and click, popularizados por Monkey Island, Indiana Jones and the Fate of Atlantis, Day of Tentacle, Full Throttle e Sam & Max. Este último renasceu na atual geração de jogos e sua mais nova aventura The Devils Playhouse acaba de ser lançada para PC, Mac, PlayStation 3 e iPad.
Bem, Sam & Max apareceram pela primeira vez em 1987, a partir dos quadrinhos de Steve Purcell, e, desde então, fazem parte da cultura pop noventista. O primeiro é um cachorro que fala, no estilo detetive noir, e o segundo é um bicho tagarela parecido com um coelho. Suas aventuras nos computadores se destacaram pelo humor dos roteiristas: era comum os jogadores tentarem várias vezes o mesmo cenário só para testar as possibilidades hilárias de cada sequência, mesmo que isso significasse um game over.
Populares ao final dos anos 90, Sam e Max ganharam até desenho animado. Só que, sem muita chance de concorrer com a crescente febre dos consoles, a dupla ficou no limbo por um bom tempo, até que alguém tivesse uma ideia realmente boa para recolocá-los no cenário. Foi assim que a Telltale Games, criada por caras que fizeram de Grim Fandango um dos melhores adventures gráficos de todos os tempos, resolveu então colocar a mão na massa.
O resultado foi além do esperado, especialmente devido ao formato de comercialização. Sam e Max começaram novas aventuras, com gráficos mais próximos da atual geração, em capítulos vendidos separadamente pela internet. O humor negro e surreal garantiu a boa recepção, não somente entre os saudosistas mas também entre os novos gamers. Isso rendeu à dupla duas temporadas inteiras de sucesso.
Agora, Sam e Max protagonizam sua terceira temporada da nova fase, a primeira disponível para console, neste caso o PlayStation 3, e para iPads. Na aventura, batizada de The Devils Playhouse, a dupla precisa deter um gorila alienígena que pretende destruir nosso planeta. As tiradas irônicas estão ali, juntamente com referências ao cinema B dos anos 70 e de seriados como The Twilight Zone.
Os gráficos não chegam a ser dos mais modernos e a jogabilidade teve que se adaptar aos controles dos consoles. Assim, os que estavam acostumados com o mouse precisam também lidar com esse novo modelo, que nem é assim tão complicado. Max usa poderes que vão do teleporte à leitura de mentes e Sam pode alcançar lugares mais altos, entre outras habilidades que serão testadas ao longo dos momentos de humor.
O jogo contém alguns problemas de frame-rate nos gráficos, o que pode deixar a experiência mais lenta no PS3, mas isso não chega a atrapalhar. O resultado é um bom revival para os mais velhos e uma bela porta de entrada para o universo de Sam e Max para os mais novos. O produto é vendido na íntegra para o console e para os computadores e tem capítulos comercializados separadamente para os iPads.
SERVIÇO
Sam & Max: The Devils Playhouse requer do PC sistema operacional Windows XP/Vista/Windows 7, processador 2.0 GHz ou superior, memória RAM de 1 GB, placa de som DirectX 8.1, placa de video com 256 MB e DirectX 9.0c ou superior. Nos Macs, sistema operacional OS X 10.5 ou mais novo, processador Intel Core 2 Duo e não é recomendável para Macs com gráficos integrados. Os cinco episódios custam US$ 34,95 para computadores, US$ 29,99 para PlayStation 3 e
US$ 6,99 por episódio para iPads.


