GAMES - KILLZONE 3 - Imersão sem igual entre shooters
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 30 de março de 2011
Claudio Yuge <br> Equipe da Folha 
Ao longo desses últimos anos as séries ''Medal of Honor'' e ''Call of Duty'', com ''Battlefield'' correndo por fora, dominou o mercado dos ''first person shooters'', os famosos FPS. Há quem tenha outras preferências, mas é inegável a popularidade dessas franquias. E eis que, no meio disso, ''Killzone'', exclusivo para a plataforma PlayStation, surgiu devagarinho e hoje, com sua terceira versão, torna-se a experiência mais imersiva do gênero.
''Killzone 3'' para o PS3, assim como aconteceu com ''God of War'' no PS2, tem o papel de provar aos outros consoles a capacidade máxima da máquina da Sony, que está envolvida diretamente na produção e, como uma ''first party'' neste desenvolvimento, sabe como nenhuma equipe de programação como lidar com seu hardware. Por isso mesmo, os gráficos e o áudio, assim como a capacidade de processamento de todos os elementos em jogo, estão em sua melhor forma.
Pra começar, o produto vem alinhado com o que há de mais sofisticado na atual seara do entretenimento digital. ''Killzone 3'' é compatível com tevês 3D e som tridimensional e também com leitor de movimentos PS Move, pra quem quer ir ao extremo. A versão testada, infelizmente, não permitia estas opções.
Mesmo assim, a imersão é profunda: os gráficos são os mais avançados já confeccionados para o console. O nível de detalhes é tão grande que, assim como na realidade, fica difícil numa primeira impressão entender onde está o inimigo diante de tanta ação frenética. O som, claro, ajuda na ambientação. Além do jogo ter versão em português brasileiro (que inclui até mesmos nossos queridos palavrões), é possível você ''mapear metalmente'' onde estão os inimigos sem mesmo vê-los, tamanha a precisão do áudio tridimensional.
A ação paralela ao jogador é fundamental para a imersão. Além da inteligência artificial difícil de enganar, acontecem eventos independentes que realmente simulam eventos aleatórios dentro de uma guerra, com naves, aliados e inimigos passando ao seu redor a todo momento. Explosões, gritos, enfim, o caos, coloca os usuários no papel de alguém meio ''perdido'' na guerra.
O progresso da aventura também é bem esperta, com uma razoável curva de aprendizado. Começa devagar e vai ficando bem frenético ao longo do avanço, com a possibilidade de usar jetpacks para voar e outros veículos e armas, além do encontro com inimigos cada vez mais poderosos. O multiplayer é igualmente empolgante e fica à altura dos campeões do gênero, como ''Call of Duty'', com modos de jogo on-line parecidos.
A parte fraca fica por conta da atmosfera baseada na história e nos personagens. O roteiro é insosso, conta apenas o suficiente para colocar duas facções inimigas na linha de fogo, e os personagens não são carismáticos, propõem pouca identificação ou conexão sentimental com os jogadores.
Ainda assim, ''Killzone 3'' é um espetáculo do entretenimento digital e corre o risco de ser o melhor do gênero produzido neste ano. E não seria nenhuma surpresa se também estivesse indicado entre os lançamentos mais relevantes da temporada também.
Serviço - ''Killzone 3'' é exclusivo para PlayStation 3 e tem preços a partir de R$ 170.


