GAME - METAL GEAR: PEACE WAKER
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Quando a então ainda pequena Konami lançou a primeira aventura do personagem Solid Snake em ''Metal Gear'', para o limitado computador doméstico MSX, em meados dos anos 80, jamais poderia imaginar que a produção se tornaria uma de suas franquias mais rentáveis, capaz de impulsionar a empresa a uma das grandes do entretenimento eletrônico pouco mais de duas décadas depois. Hoje, a Konami conhece o poder desse jogo e de sua história e o resultado é um dos melhores lançamentos até agora para o PlayStation Portable (PSP). ''Metal Gear Solid: Peace Walker'' testa os limites do portátil e agrada em cheio os fãs dos games ''stealth'' e, claro, da já longeva série.
Bom, antes de mais nada, um pequeno resumo da longa e complicada trama de ''Metal Gear'': neste episódio, os jogadores encarnam mais uma vez o espião-exército-de-um-homem-só Naked Snake, que, após os eventos de ''Metal Gear Solid 3: Snake Eater'', ganha o apelido de Big Boss, ao superar sua mentora, The Boss. A história se passa nos anos 70, durante a Guerra Fria, e Snake precisa liderar um grupo de mercenários para trazer paz à uma região da Costa Rica, local escolhido para um conflito entre a CIA e a KGB, ou leia-se Estados Unidos e Rússia.
O grande charme da série é justamente a jogabilidade ''stealth'', um pouco esquecida na última aventura, ''Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots'', para PlayStation (PS) 3. Aqui, Snake, a exemplo do que era essencial na primeira aventura do MSX, deve se manter o máximo possível longe dos olhos do inimigo. É preciso dosar estratégia, paciência e habilidade para vencer cada obstáculo.
Como o PSP possui menos botões do que os tradicionais controles do PS2 ou do PS3, então há um pouco de dificuldade inicial em se acostumar com todas as funções. Às vezes, especialmente nos momentos de mais tensão, alguns jogadores vão acabar se confundindo entre trocar os menus de armas e objetos enquanto movimentam o personagem e a câmera. Mas nada que algumas horas de prática possam resolver.
Uma das características mais celebradas pela Konami antes do lançamento era o modo multiplayer, faceta criticada em outras versões, mesmo em ''Metal Gear Solid 4'', que conseguiu reunir milhares de fãs em suas salas on-line no mundo todo. Em ''Peace Walker'', o multiplayer privilegia o replay, ou seja, oferece vários bônus e missões extra. O modo cooperativo é bastante útil, abre opções que não estão disponíveis na aventura solitária e também dá uma certa vantagem na luta contra os chefes de fase. Isso, no entanto, atrapalha um pouco a intensidade desses confrontos, pois a série é famosa justamente pela dificuldade em superar alguns inimigos casca-grossa.
São aproximadamante mais de 20 horas de jogo, com as famosas histórias (as cut-scenes, aqui em formato de histórias em quadrinhos) de Snake e seu universo. Uma boa pedida para quem gosta de espionagem e aventura ''stealth'' e um prêmio para quem acompanhou ''Metal Gear'' desde o MSX: ''Peace Walker'' explica tudo o que levou àquele jogo, há mais de 20 anos...


