G-8 vai agir contra crime cibernético
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de maio de 2000
Ansa De Paris 
Os representantes do Grupo dos Oito (G-8) membros do Grupo dos Sete países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão) mais a Rússia discutiram na semana passada a necessidade da obtenção de uma maior cooperação para fazer frente aos hackers, os piratas de computador que um dia após o outro navegam por sites que parecem blindados.
A reunião realizada em Paris entre os delegados do G-8 foi a primeira do grupo voltada para o combate aos crimes cibernéticos.
O encontro entre governos e empresas privadas prosseguirá na próxima reunião de cúpula, marcada para julho, na cidade japonesa de Okinawa entre os líderes do G-8.
Um dos temas mais delicados das conversações do último dia do encontro, na quarta-feira, foi a necessidade de se alcançar um equilíbrio entre as medidas de prevenção contra os piratas de computador e o respeito aos indivíduos, principalmente na questão da privacidade, como destacaram alguns dos diretores das 130 empresas privadas presentes na reunião.
Desde a abertura da discussão, iniciada há uma semana, foram expostos dois enfoques diferentes do problema. De um lado, há os que argumentam que a única maneira de combater os hackers que operam sem nenhum tipo de barreira é contar com caçadores de piratas de computador que também possam operar sem controle nem limites. Esta tese é defendida principalmente pelas empresas norte-americanas.
No entanto, a frente européia - principalmente a França - destaca que a luta contra o fenômeno deve ser mantida no âmbito nacional. Mas os defensores desta tese defendem que as autoridades nacionais anti-hackers possam, em determinadas situações, trabalhar ao lado de organismos similares instalados em outros países.


