O Fulereno é uma terceira forma alotrópica do carbono, assim como o diamante e o grafite. Ele constitue-se de uma longa cadeia estável de carbono (reúne 60 átomos desse elemento) que apresenta propriedades biológicas, em células vivas, e de supercondutividade. Sua descoberta é considerada uma das mais importantes para a ciência dos materiais e rendeu o prêmio Nobel de 1996 aos cientistas Harold W. Kroto, da Universidade de Sussex, da Inglaterra, Richard E. Smalley e Robert F. Curi, ambos da Universidade de Rice, de Houston, dos Estados Unidos.
O fulereno foi identificado em 1985, na Universidade de Rice, por meio de experiências com vaporização a laser do grafite. Já em 1975 Kroto havia detectado sinais de longas moléculas estáveis de carbono na poeira interestelar das estrelas vermelhas gigantes, mas a experiência com Smalley e Curi, especialistas em microondas e espectroscopia de infravermelho, foi decisiva para identificar o novo material.
O nome ‘‘fulereno’’ deve-se à admiração de Harold Kroto pelo arquiteto Buckminster Fuller (1895-1983) e seus domos geodésicos no pavilhão americano na Exposição Mundial de Montreal (1967). Os fulerenos são uma família da qual o C60 (a molécula com 60 átomos de carbono) é a forma mais comum, tendo a estrutura de uma esfera com uma cavidade central (semelhante a uma gaiola). O C60 tem a geometria de uma bola de futebol. Suas faces, de 20 hexágonos e 12 pentágonos, estão distribuídas da mesma maneira que os gomos da bola.

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