Em 33 cidades da França, parte das frotas de ônibus urbanos usa o ‘‘diesel verde’’ como combustível - uma mistura de diesel convencional com diester (carburante feito à base de óleo de colza, uma variedade de couve). Ele é misturado ao diesel em uma proporção que varia de 5% a 30% em relação ao total. Seu principal benefício é reduzir a emissão de poluentes em até 30%. Isso é possível porque o diester é um éster metílico, substância química que melhora a combustão e reduz a produção de resíduos. A emissão de partículas, por exemplo, cai de 54,9 miligramas por metro cúbico para 44,7, segundo estudos do Instituto Nacional do Petróleo da França.
Para o órgão, o uso do diester já ultrapassou a fase de testes pois sua eficácia está comprovada. A Semitag, empresa responsável pelo transporte coletivo de Grenoble (sul da França), utiliza o diester desde 92. No início, ele era usado em 18 ônibus, hoje em 45, e, a partir de setembro, em 67 veículos. ‘‘Não é preciso adaptar os motores, e o custo adicional é mínimo’’, diz Daniel Roger, coordenador-técnico. Segundo ele, o litro de diesel convencional custa 6,23 francos (US 1,03) e, com o diester, 6,27 francos (US 1,04).
Embora produza resultados positivos quando usado como aditivo, o diester apresenta problemas de corrosão de motores se utilizado puro. ‘‘Ele corrói as juntas de borracha’’, explica Christophe Karlin, relações-públicas da Diester. A empresa, no entanto, aposta no crescimento do uso do produto com a regulamentação das leis de combate à poluição aprovadas pela Assembléia Nacional. Um dos itens obriga as frotas de ônibus superiores a 20 veículos e de cidades com mais de 100 mil habitantes a usarem combustíveis com uma taxa mínima (ainda não definida)de oxigênio, o que causa a redução da emissão de poluentes.

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