Florestas estão em crise no mundo
Gilles Laffon
France Presse

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Pela ação do fogo e do desmatamento, as florestas desaparecem ao ritmo de...Da imensa bacia do Amazonas até as selvas siberianas, uma ameaça paira sobre as florestas do mundo, enquanto a indústria madereira e os governos em busca de divisas voltam os olhos para os últimos recursos existentes, adverte o Fundo Mundial para a Natureza, com sede em Genebra.

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um território como Sergipe a cada ano, só no Brasil. O resultado é...Dezessete milhões de hectares de florestas tropicais desapareceram em 1996, assim como uma superfície equivalente de florestas boreais e temperadas da América do Norte, Europa do Leste e Rússia, segundo censo do Fundo.
A organização também denuncia ‘‘um ritmo de desmatamento cada vez mais inquietante’’, ditado pela ambição de rendimentos rápidos, em proveito das necessidades imediatas do dinheiro dos governos.
O Fundo denuncia que países como o Brasil e a Malásia continuam sendo hostis a qualquer controle quando suas florestas tropicais desaparecem num ritmo de 10% ao ano.
Inúmeras licenças foram concedidas nos últimos anos a negociantes transnacionais no Brasil e Indonésia, e, na maioria das vezes, são populações autóctonas que sofrem com as consequências da destruição da flora e da fauna.
Na ‘‘lista negra’’ do Fundo também está o Chile, por ter desmatado em dez anos 700.000 hectares de florestas para dedicar essa superfície a atividades agropecuárias.
Ao contrário, a Costa Rica e o Equador, a exemplo da Austrália, comprometeram-se nos últimos anos a proteger 10% de seu capital forestal. O Canadá decidiu conservar 20%, depois que a floresta de Ontario foi reduzida a 1% de sua dimensão inicial no transcurso dos anos.

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a desertificação como mostra a região do Rio Branco, em RoraimaO Fundo publicou em 95 um atlas das florestas do mundo. Consultável pela Internet, este atlas censa periodicamente os avanços do desmatamento intensivo em todos os continentes.
Um terço das terras continua coberta por árvores, mas, segundo o Fundo, vai ocorrer uma catástrofe se os madeireiros continuarem a destruir um patrimônio que abrange 90% da biodiversidade mundial.
A floresta mundial foi reduzida à metade em um século e hoje apenas 6% dos 3,3 bilhões de hectáres subsistentes está protegido. Por isso, o Fundo incentiva os países que se esforçam por proteger seu patrimônio florestal e exige que essa porcentagem chegue a pelo menos 10% e que se estenda a ‘‘todos os tipos de florestas’’.
Uma das preocupações do Fundo é a necessidade por dinheiro do Leste europeu, que não hesitam em sacrificar o futuro de suas floresteas praticando um desmatamento intensivo.
Na Lituânia, a exploração aumentou 700% em quatro anos. Na república russa de Komi, a grande floresta de Pechora está ameaçada e, com ela, o hábitat natural de lobos, castores e outros animais silvestres.
Por último, a exploração intensiva por industriais europeus das florestas africanas é denunciada pelo Fundo, que indica que apenas nos Camarões, onde trabalham 60 sociedades madereiras, o desmatamento quadruplicou em três anos.

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