Se para as empresas as transações eletrônicas vão representar agilidade, facilidade e economia, para os governos essa nova modalidade comercial significa um desafio. A questão-chave é: como será feita a cobrança de impostos sobre essas transações? Um verdadeiro buraco negro está sendo criado no desconhecido mundo do cyberspace. Os velhos conceitos contábil-fiscal poderão não se aplicar aos negócios on line, principalmente quando for feito a nível internacional. Os prejuízos poderão ser incalculáveis.
O Instituto Contábil Fiscal, principal órgão fiscal do Reino Unido deu o primeiro alerta e vai definir com a Receita Federal uma estratégia comum para assegurar a arrecadação.‘‘O comércio na rede poderá roubar impostos do Reino Unido em transações corporativas ou pessoais. Os impostos serão desviados para outros países ou não serão pagos. Precisamos colocar a nossa estratégia em campo antes que o comércio ciberespacial fique fora de controle’’, advertiu John Andrews, presidente do instituto inglês.
Na prática, Andrews acredita que a sonegação irá aumentar. Ele prevê que as grandes empresas, com filiais em vários países, poderão usar computadores programados para jogar os impostos para onde for mais conveniente em termos de tarifas e até mesmo com menor fiscalização. Um outro alerta feito pelo presidente do Instituto Contábil do Reino Unido é que também aumentarão as compras feitas em paraísos fiscais via Internet, sem que o consumidor sequer saia de casa para fechar o negócio. À medida que as transações eletrônicas crescerem no âmbito do comércio internacional, é razoável admitir que o sistema de alfândega também terá que sofrer uma total remodelação para acompanhar todo esse processo de mudanças. (E.A.)

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