ReproduçãoPreferência ocidentalSegundo a OMS, 90% dos casais ocidentais usam métodos contraceptivos. 20% preferem a pílulaNão é de hoje que a humanidade se preocupa com métodos contraceptivos. Na Grécia Antiga alguns ‘‘truques’’ para evitar filhos já eram amplamente divulgados. Historiadores acreditam que o coito interruptus (relação sexual interrompida antes de acontecer a ejaculação) tenha sido usado na época para esse fim. Os gregos, que já sabiam que a amamentação de certo modo inibia a ovulação, usavam também tampões e alguns remédios caseiros (como unguento de chumbo misturado com azeite de oliva) como métodos contraceptivos. Uma espécie de tabelinha também foi testada na Grécia Antiga, mas alguns registros históricos mostram que não deu muito certo porque os gregos acreditavam que o período fértil da mulher acontecia imediatamente antes ou depois da menstruação.
Durante o Império Romano, que oficialmente sempre foi contra métodos para se evitar filhos, há registros médicos que indicavam vinagre e suco de limão como espermicidas. A água do mar também era amplamente utilizada para esse fim.
No final do século 18, com a difusão do uso do bidê, principalmente na França, os banhos vaginais ganharam destaque na contracepção. Outra novidade na área foi o aparecimento, por volta de 1710, dos preservativos, que eram feitos de bexigas de animais, principalmente carneiros, ou peles muito finas. A história conta que Giácomo Casanova, o grande conquistador, era um adepto do uso da ‘‘camisinha’’. Camisinhas feitas de intestinos de ovelha com uma fita na ponta, para que fosse fechada e não deixasse o esperma passar, também eram utilizadas na época. Há inclusive em museus da Europa folhetos da época que ensinavam as mulheres a fabricar o artefato em casa, no melhor estilo ‘‘faça você mesmo’’.
Os preservativos de borracha (que eram inclusives laváveis) só apareceram em 1850, nos Estados Unidos, depois da descoberta da vulcanização da borracha. O grande obstáculo era o preço: uma caixa com 12 unidades não saía por menos de cinco dólares, preço inaceitável até hoje.
A borracha seria utilizada como meio contraceptivo novamente em 1822, com a aparecimento do diafragma, metódo utilizado até hoje, onde a mulher coloca uma proteção na vagina fechando a entrada do útero.
Mas foi somente depois de Segunda Grande Guerra que Gregory Pincus, através dos resultados de estudos realizados com óvulos e espermatozóides de animais, descobriu os mecanismos dos hormônios sexuais, principalmente os princípios da progesterona. Pincus acabou se unindo ao biólogo John Rock e juntos criaram o primeiro contraceptivo oral: a pílula. A invenção marcou o princípio de uma nova era: a do controle de natalidade, termo aliás, criado pela norte-americana Margareth Sanger em 1913. Sanger, que sofreu muitos preconceitos no começo do século devido as suas posições em relação aos métodos contraceptivos, foi uma das aliadas de Pincus na divulgação da pílula anticoncepcional.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), órgão da ONU responsável pela Saúde em todo o mundo, cerca de 90% dos casais dos países ocidentais utilizam algum tipo de método contraceptivo. Desse volume, cerca de 33% seriam esterilizados (laqueaduras e vasectomia), 20% utilizam pílulas anticoncepcionais, 15% utilizariam o DIU (Dispositivo Intra Uterino) e 10% utilizariam a camisinha como método de prevenção de filhos. (I.L.)

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