Fifa 16: futebol real em campos virtuais
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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Victor Lopes<br> Reportagem Local 
Por muitos anos principalmente na década de 1990 o Fifa, desenvolvido pela Eletronic Arts (EA), se esforçou para estar entre os melhores jogos virtuais de futebol, mas ficava à sombra de seus principais concorrentes. Como um time aguerrido dentro das quatro linhas, a desenvolvedora "correu atrás dos três pontos", suou muito em cada ano, transformou as mecânicas de jogo e, sem dúvida alguma, entrega aos gamers na sua versão 2016 o melhor simulador de futebol virtual já desenvolvido. O Fifa 16 é destinado aos amantes do futebol real, atentos a detalhes como cadência de jogo, toque e física da bola, dribles, contato entre os jogadores e tudo mais que o esporte oferece.
Não por acaso, as lojas que comercializam games em Londrina relatam a disparidade entre as vendas do Fifa 16 frente ao seu adversário direto, o Pro Evolution Soccer 2016 (PES 2016), da Konami. O proprietário da Koopa Troopa Games, Gabriel Modenuti, conta que a comercialização do Fifa comparado ao concorrente é pelo menos seis vezes maior. "O PES 2016 tem seus jogadores remanescentes, que buscam um jogo mais casual, no formato arcade. Mas a simulação do Fifa 16, com o confronto entre os jogadores, goleiro mais realista e melhorias do servidor fazem o game liderar as vendas".
A reportagem da FOLHA teve acesso a uma cópia do jogo e confirma a evolução em relação à jogabilidade. Num primeiro instante, o jogador fervoroso do Fifa 15 irá estranhar algumas mudanças mais drásticas, principalmente em relação aos passes curtos e lançamentos de longa distância. Agora, está muito mais complexo tocar a bola é necessário mirar muito bem para executar o passe e os lançamentos pelo alto estão bem mais difíceis de acertar. Outro ponto é o ritmo de jogo: os jogadores que conduzem a bola correm de forma mais lenta comparado aos zagueiros, dando mais realismo ao jogo e acabando com a "correria" da edição passada.
Outro ponto que a EA acertou em cheio foi a inclusão do futebol feminino. Como já acontece com os homens há alguns anos, a produtora mapeou o corpo das atletas através da captura de movimentos. Ou seja, não se trata de uma cópia do jogo dos homens apenas com cabelos cumpridos. O ritmo de jogo é mais lento, as jogadoras chutam mais fraco, os carrinhos e disputas de bolas são mais amenas. Um jogo à parte, bastante divertido devido às mudanças de jogabilidade, e que conta 12 seleções mundiais, incluindo o Brasil da jogadora Marta.
No que diz respeito à narração, o game continua com a dupla Tiago Leifert e Caio Ribeiro. O bate papo entre os dois é bem feito e realista. Mas há de se concordar: com o poderio financeiro da EA, é preciso investir em outros nomes de maior peso, já que os dois não narram jogos no País. Quem sabe o narrador Milton Leite não ingressa na próxima versão? Com seu famoso jargão "que beleza!". Fica a dica. Na versão em inglês, permanecem "as lendas" Martin Tyler e Alan Smith, uma opção bem melhor, mas o jogador precisa ter facilidade com a língua.
Para quem curte se divertir on-line, o game parece fluir melhor tanto nos campeonatos de divisões como também no Fifa Ultimate Team (FUT), modo melhorado ano a ano e que se torna cada vez mais viciante, já que é possível montar seu próprio time, comprar e vender jogadores através de cartas selecionáveis, oferecendo muitas horas de diversão. De forma geral, os gráficos também estão mais polidos e a ambientação dos estádios, com a vibração das torcidas locais, é simplesmente "fenomenal". Com o preço médio de R$ 200, Fifa 16 se torna mais uma vez indispensável para os amantes de futebol e videogames. É só deixar a bola rolar.


