Ferramenta transforma o mundo
Celso Hirashima, 51 anos que tem cegueira total, trabalha há cerca de quatro anos como telefonista na Vila da Saúde, em Londrina. Quando chegou lá, ainda não havia um software próprio para deficientes visuais, e a solução adequada foi apontada por ele mesmo.
Para consultar ramais e passar recados, Hirashima, conta com a máquina para ajudar. Fora do trabalho, é a internet que o auxilia a pesquisar músicas para a banda da qual faz parte no Ilitc. ''A informática já abrange o mundo em todas as funções. E em relação a isso, graças a Deus não temos dificuldade, temos acesso.''
Na web
O professor Devair de Souza, que também é deficiente visual total, faz parte de um dos grupos de desenvolvedores do software aberto NVDA. Para ele, a tecnologia ajuda o deficiente visual a ir além. ''Quando eu tinha visão, não tinha amigos na Europa.'' O contato com os colegas europeus é feito por meio do Skype, MSN, Facebook e por uma rádio que ele mantém na internet. ''Não há nada que eu não possa fazer pelo computador.''
No entanto, ele critica o fato de que nem todos os sites permitem serem lidos pelos programas específicos para cegos. De acordo com ele, todos os portais da internet deveriam ter, por exemplo, descrição do conteúdo das imagens para deficientes visuais. (M.F.C.)





