Em Londrina, uma das instituições que capacitam o deficiente visual para o uso do computador é o Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (Ilitc). No curso de Informática Profissionalizante, os alunos aprendem a usar os leitores de tela que, sem o mouse, exigem memorizar atalhos do teclado para a realização de tarefas como digitação de arquivos de texto ou de planilhas.
Para o professor do curso, Devair de Souza, no entanto, o que mais demora no processo de aprendizado não é memorizar os atalhos, mas sim ''transferir os olhos para os ouvidos.'' Ele observa que o aluno deve chegar ao curso de informática com um bom conhecimento do braille (sistema de leitura com tato para cegos). ''Se não tiver conhecimento grande do braille, passa a escrever errado porque aprendeu pelo ouvido.''
Na opinião da diretora do Ilitc, Ivone Galdino, o domínio da informática para os deficientes visuais é importante para eles adquirirem segurança no mercado de trabalho. Ela cita, no entanto, que ainda há obstáculos, como a incompatibilidade de programas utilizados no computador da empresa com os leitores de voz. ''Ele tem que saber que limitações dentro do próprio programa poderão existir. Por isso, é importante saber tudo (de informática) para minimizar as restrições.'' (M.F.C.)

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