Alexandre Brandão/DivulgaçãoTeclado possibilita o acesso de crianças especiais à informáticaAlém do seu sucesso comercial, a 6ª Infotech - encerrada no último domingo e que em seis dias comercializou algo em torno de R$ 26 milhões, atraindo aproximadamente 80 mil visitantes ao centro de Exposições de Londrina - exibiu uma outra faceta que se fortalece a cada edição do evento. É com o objetivo de divulgação institucional que cada vez mais entidades e escolas dos mais variados tipos buscam um espaço na feira. Elas foram à Infotech mostrar seus serviços relacionados à informática e a sua produção científica ou acadêmica da área - sem qualquer preocupação comercial.
Para mostrar o que seus alunos estão desenvolvendo nas salas de aula, o Centro de Estudos Superiores de Londrina(Cesulon) e a Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas de Rolândia (Faccar) estiveram com estandes na Infotech.
Além de mostrar uma parte da produção dos alunos de arquitetura da escola, o Cesulon teve como destaque na feira um software de cédulas de manufaturas para indústrias e fábricas que foi desenvolvido pelos estudantes de processamento de dados.
Enquanto isso, no estande da Faccar o visitante da feira conheceu softwares como o Vídeo Trailler. Trata-se de um programa específico para locadoras de vídeo e que foi feito como exercício pelos alunos da faculdade. Nele, ao clicar o nome de um filme, pode-se conferir a capa da fita e assistir ao trailler. ‘‘É muito importante participar de uma feira como esta porque os alunos podem fazer um intercâmbio com vários profissionais da área’’, considera Paulo Roberto Martins, chefe do Departamento de Informática da Faccar.
Já a Associação Odontológica do Norte do paraná conseguiu um lugar na Infotech ao dividir um estande com outros dois expositores. O objetivo da entidade foi mostrar o seu site na Internet, que comemora um ano no ar e que já atingiu um significativo número mais de cinco mil acessos. ‘‘São pessoas do mundo inteiro e várias mensagens eletrônicas dos Estados Unidos e da Europa’’, comemora o presidente da associação, Pedro Tonani.
Um estande que chamou a atenção de várias Apaes da região de Londrina foi a da Lume Informática, que estava mostrando um teclado para computador desenvolvido nos EUA para crianças especiais - principalmente àquelas com Síndrome de Down, com danos físicos provocados por paralisia cerebral e com deficiências visuais e auditivas.
Segundo Sílvia Crusiol, proprietária da escola, só existem dois desses teclados no Brasil. ‘‘O equipamento nem é nosso. É de uma mãe de uma criança especial. Mas foi muito importante mostrar o teclado na feira para as Apaes porque poucos o conhecem e muitos não sabem que ele pode ajudar pelo menos 50% das crianças especiais’’, avalia. ‘‘A informática é o futuro para as crianças especiais’’, completa Sílvia.

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