O Brasil não é mais apontado como favorito apenas dentro de campo. Na disputa do empreendedorismo digital, a camisa verde e amarela é vista pelo mercado internacional como uma grata revelação. ''Existe toda essa expectativa no país em função do que se espera que o Brasil possa fazer. Todos estão trabalhando para elevar a qualidade de seus serviços e para alcançarem os padrões mundiais, exigidos pela FIFA'', explica Emerson Cechin, coordenador estadual de Tecnologia de Informação (TI) do Sebrae/PR, e que estuda os benefícios da Copa e das Olimpíadas nos próximos anos. ''Os dois eventos afetam toda a cadeia produtiva, e suas atividades estão sempre interligadas. Por exemplo, a construção civil e o transporte público necessitam das tecnologias em automação. Assim, todos esses setores têm oportunidades'', afirma.
Cechin também aponta que a grande jogada dos empresários é a de pensar em usar os serviços de suas empresas para facilitar a vida dos turistas, apostando em novas tecnologias e aplicativos para melhorar a troca de informações entre o público e a organização dos eventos. ''Uma boa oportunidade está nas tecnologias mobile, que podem facilitar o acesso de informações importantes, como horários de chegada e saída de ônibus e trens'', exemplifica, ressaltando que a tecnologia para esses serviços já existe, e apenas precisa ser integrada em um conjunto de modernização dos aeroportos e rodoviárias. ''A necessidade da melhoria da infraestrutura para esses grandes eventos irá abrir espaço para o crescimento das empresas de Tecnologia de Informação'', declara o coordenador do Sebrae.
Prevendo que a Copa e as Olimpíadas irão fomentar um considerável aquecimento no mercado, Cechin estima que os benefícios comerciais da época vão se estender até para longe das cidades realizadoras dos eventos. ''Apesar de os principais investimentos em construção estarem baseados nas cidades-sede, os empresários de Londrina podem aproveitar o momento, especialmente em empresas de tecnologia, para expandir o negócio.'' Ou seja, tudo indica que o Brasil vai entrar em campo como titular, e nossas micro e pequenas empresas podem conseguir, enfim, vestir a camisa 10. (R.C.)

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