A psicopedagoga Ely Gonçalves, do Expoente, escola que produz softwares voltados à alfabetizaçãoAmpliação da rede de telefonia para facilitar acesso à Internet, disponibilidade de videoconferência em tempo real e até projeto de um centro de excelência em software educativo. São parte dos resultados da 3ª Feira e Congresso de Educação, Diversão e Informática (Edutec), realizada de 1 a 4 deste mês, no Centro de Negócios do Sebrae, em Curitiba.
O engenheiro Zuriel Raasch, da Telepar, anunciou que a empresa está disposta a investir R$ 1,5 milhão para ampliar a rede de telefonia. ‘‘Temos três objetivos: capilaridade do sistema, facilidade de acesso à Internet e rapidez nessa comunicação’’, disse ele. ‘‘Isso deve baixar o custo para os internautas e estimular o ensino à distância’’, completou.
Segundo Raasch, o investimento deve ser feito em 17 localidades do Estado. ‘‘Quem mora em Colorado, por exemplo, não precisaria utilizar um provedor de Londrina para acessar a Internet se a cidade tivesse uma central com capacidade para suportar muitas ligações’’, explicou ele, que trabalha na área de marketing do Departamento de Planejamento de Negócios da Telepar.
A estatal das telecomunicações, aliás, apresentou na Edutec sua mais nova parceira, a Equitel. Para mostrar como funciona a Rede Digital de Serviços Integrados (RDSI), foi feita uma videoconferência. Alguns dos 280 participantes do congresso puderam conversar com engenheiros da empresa Picture Tell, de Nova York (EUA), graças à nova tecnologia.
A diferença para o modelo anterior de videoconferência está na velocidade proporcionada pelos cabos de fibra ótica. São 64 mil bites por segundo, o que permite a transmissão em tempo real e não quadro a quadro. Bastam minicâmeras, aparelhos de televisão, teclados de controle e um computador para centralizar os dados e transmitir de qualquer ponto do planeta, por telefone ou pela Internet.
Educação ‘‘A proposta da Edutec é essa: discutir as tecnologias que estão chegando, não aquelas já disponíveis no mercado’’, comentou o presidente do congresso, Luiz Carlos da Costa. ‘‘Quem veio participar do evento sai daqui como um agente propagador dessas novidades e antecipa aos estudantes o que vem por aí com a informática aplicada ao ensino, por exemplo’’, acrescentou.
Por falar em estudo, o Paraná já responde atualmente por 42% da produção nacional de software educativo. São dez empresas que empregam 200 funcionários. As informações estão no Guia Lecionare. É por isso que foi lançado um projeto para tornar Curitiba um centro de excelência nessa área da informática voltada à educação.
A idéia é do Centro Internacional de Tecnologia de Software (Cits), criado há cinco anos em Curitiba para incentivar a pesquisa e o desenvolvimento do setor. De acordo com o coordenador executivo dessa sociedade, Roberto Almeida, vai haver estímulo às empresas para aumentar a produção de programas educativos.
‘‘Nós pretendemos promover cursos, seminários e palestras voltadas à informática na educação e criar uma equipe para avaliar os programas desenvolvidos’’, informou Almeida. As ações do centro de excelência em software educativo também se propõem a dobrar o faturamento das empresas e facilitar a instalação de outras.

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