Exclusivos que fazem a diferença
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quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Na guerra acirrada pelo mercado de videogames principalmente entre Sony, Microsoft e Nintendo muitas vezes a diferença em abocanhar jogadores fieis está na parceria com as publishers na produção de jogos exclusivos. Com os níveis de gráficos e jogabilidade muito similares entre os consoles, o trabalho dedicado em cima de títulos feitos "sob medida" acaba sendo fundamental para aumentar o faturamento. Em 2016, a disputa se mostrou mais forte, só que até o momento, sem dúvida, a empresa norte-americana Microsoft tem levado a melhor sobre as rivais japonesas, principalmente neste segundo semestre.
O grande lançamento da Sony foi Uncharted 4, mas em contrapartida o fiasco de No Man's Sky deu uma esfriada nos ânimos do PS4. A expectativa agora fica em cima de The Last Guardian, adiado inúmeras vezes, e previsto para dezembro. Já a Nintendo famosa pelo seu personagem Mario - apostou todas as suas fichas no lançamento de um console: o Nintendo Switch, que só chega em março do ano que vem, juntamente com o novo The Legend of Zelda: Breath of the Wild, game aguardadíssimo. O console Wii U está com os dias contados e poucos exclusivos foram dedicados a ele em 2016, como Star Fox Zero, que não conseguiu boas notas da crítica especializada.

Já a Microsoft, nos últimos meses, chegou com o "pé na porta" e trouxe os exclusivos que todos estavam esperando para o Xbox One. Em junho, o chefe da divisão do console, Phil Spencer, disse que a empresa teria a melhor lineup (lista de jogos) do ano comparado aos concorrentes. Ele cumpriu com o prometido, principalmente com a chegada de Gears of War 4 e Forza Horizon 3, além de ReCore, que ficou um pouco abaixo na hype. Para dezembro, ainda há expectativa para Dead Rising 4.
O empresário Gabriel Modenuti, da loja especializada Koopa Troopa, não tem dúvidas em dizer: quando um jogo exclusivo é anunciado e chama a atenção, a venda de consoles aumenta quase instantaneamente. "Um bom exclusivo determina qual console o cliente vai comprar. Em contrapartida, quando algo ruim é lançado, acaba respingando em tudo que a empresa está fazendo de bom. Foi o que aconteceu este ano com a Sony, quando lançou No Man's Sky. Em 2016, a Microsoft acabou se saindo melhor, muito pelos erros da Sony. A empresa americana só precisa ficar atenta para não repetir muitos títulos dessas franquias".
O auxiliar administrativo Márcio Garcia, de 27 anos, tem dois consoles em casa: PS4 e Xbox One. Para ele, o melhor exclusivo da Sony até agora foi Bloodborne, game hardcore lançado no ano passado. "Agora, para PS4, estou na expectativa de Nioh, Horizon Zero Dawn e o novo God of War, todos programados para 2017".
Neste ano, Márcio concorda com a força da Microsoft nos exclusivos. Um dos jogos mais aclamados por ele, sem dúvida, é Gears of War 4, franquia que ele joga há mais de dez anos. Em Gears 3, ele jogou por três anos seguidos. Foram tantas horas de dedicação que o CD do game trincou dentro do videogame. "O novo Gears sem dúvida já tomou o posto do antigo. O modo campanha está bem bacana, mas é no online que me dedico mais. Este ano o multiplayer chegou focado nas competições porque o eSport está crescendo demais. Valeu o investimento no jogo."


