Casos como o do cliente que perdeu toda a sua tese de doutorado e de outro que viu sumir todas as fotos de seu filho são comuns na empresa onde Flávio André Vaquero presta assistência técnica. ''Processos de advogados, trabalhos acadêmicos e fotos pessoais são informações pelas quais as pessoas pagam qualquer custo pela recuperação'', ele afirma.
Os riscos a que os dados contidos no computador ou outros dispositivos estão mais suscetíveis são roubo, quedas ou ainda ataques de vírus. Nos dois últimos casos, a assistência técnica consegue recuperar os arquivos através de alguns métodos. Softwares de recuperação são um exemplo. ''Quando formatamos o HD, as informações continuam lá. Os dados só serão apagados quando outras informações forem gravadas em cima'', assegura Vaquero.
Mas como é melhor prevenir do que recuperar, o backup é a forma mais segura de evitar a perda de informações. O professor Sandro T. Pinto, do Departamento de Ciências da Computação do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), ressalta a importância do backup e orienta fazê-lo de acordo com os hábitos e as necessidades do usuário. ''Só damos valor a isso quando perdemos as informações.'' Pen drives, CDs, DVDs e até a internet podem ser utilizadas para volumes menores de armazenamento. O intervalo entre um backup e outro varia conforme a frequência com que informações valiosas são geradas.
Mas o professor avisa: ''Os backups não devem permanecer no mesmo local onde se encontra a informação original, porque se houver alguma ocorrência como incêndio ou até roubo, o backup não terá validade alguma.''
O backup virtual, na opinião de Vaquero, é a forma mais segura de resguardar os dados contidos no computador ou outros dispositivos. ''Métodos físicos, pen drives, HDs estão sujeitos à perda porque são equipamentos mecânicos, elétricos.'' Exemplos de backup virtual são os serviços de armazenamento de dados em nuvem, como Google Drive, DropBox ou ainda o UFA Backup, de uma empresa brasileira. (M.F.C.)

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