Evento debate geoproces- samento
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quarta-feira, 14 de maio de 1997
Sucursal de Curitiba 
Desde segunda-feira acontece no Centro de Eventos de Curitiba o GIS Brasil 97 - 3º Congresso e Feira para Usuários de Geoprocessamento. O evento é o maior do gênero na América Latina e reúne até amanhã 60 empresas do setor. A feira apresenta as novidades e tendências do geoprocessamento, performances de equipamentos e softwares, lançamentos da indústria mundial, palestras, debates e cursos. A expectativa dos organizadores (Sagres Editora) é que as vendas durante a feira cheguem a R$ 20 milhões.
O geoprocessamento é uma tecnologia de informação que movimentou R$ 200 milhões no Brasil ano passado, num mercado que tem crescido 30% anualmente desde 1990. O geoprocessamento reúne atividades como a cartografia, geodésia e topografia somadas a informações obtidas através de novas tecnologias como sensoriamento por satélites e sistema de posicionamento global (GPS).
GIS é a sigla em inglês para sistemas de informações geográficas. Através desta tecnologia é possível armazenar, analisar e manipular dados geográficos e socioeconômicos. Os softwares GIS permitem usar recursos de computação gráfica para combinar mapas com bancos de dados dos mais variados tipos.
Segundo Emerson Granemann, coordenador geral do GIS Brasil 97, esta atividade está sendo utilizada para os mais diversos fins, do planejamento urbano à aviação, do marketing à navegação. Durante o evento, o gerente da Esri, empresa canadense que produz softwares para GIS, por exemplo, apresentou casos de cidades que utilizam esta tecnologia na sua administração.
Outra palestra de destaque foi a da família Schurmann, que passou dez anos velejando pelo mundo. Com outra viagem marcada para outubro, quando vão repetir a circunavegação de Fernão de Magalhães, eles vão ser orientados pela tecnologia do geoprocessamento. No livro Dez Anos no Mar, escrito por Heloísa Schurmann, o geoprocessamento é descrito como um incrível aparelho de navegação.
Estas novas tecnologias são utilizadas também pelo Incra para definir áreas passíveis de desapropriação para reforma agrária. O Incra usa tecnologias GIS, GPS e de sensoriamento remoto por satélites para verificar se áreas rurais são ou não produtivas.
O geoprocessamento ajuda também a Prefeitura de Curitiba a controlar epidemias. Em março de 1996, a Secretaria Municipal de Saúde iniciou a implantação do Sistema de Georreferenciamento Epidemiológico. Conseguimos digitalizar a distribuição geográfica de doenças. Agora podemos detectar onde está começando um surto e podemos controlá-lo, diz Eliane Maluf, diretora do Centro de Epidemiologia da secretaria. Londrina, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro também utilizam estas tecnologias com a mesma finalidade.
A Gis Brasil 97 apresentou 220 palestras e painéis e 16 cursos. Os trabalhos apresentados na feira, o cadastro das empresas expositoras e seus produtos serão reunidos num CD-ROM.


