EUA vivem a paranóia do bug
À medida que se aproxima a virada do ano aumenta o temor e a paranóia dos americanos em relação a uma parada geral no sistema de informática. A nova moda é comprar ‘‘kits de sobrevivência’’ para enfrentar o possível caos, com a interrupção de serviços essenciais. No início deste ano, o consultor de computação Barry Levinson, de Austin, no Texas, percebeu o filão do novo comércio e mudou de profissão. Além de alimentação para enfrentar a possível catástrofe, prevista pelos especialistas da linha apocalíptica, o consultor está vendendo até geradores de energia.
Dezenas de pessoas na área de Austin estão seguindo Levinson e outros empresários que estão faturando com o bug do milênio. Os geradores de eletricidade, por exemplo, começaram a ser vendidos desde janeiro. Os preços começam a partir de US$ 1.200 e podem chegar a US$ 25 mil. Os compradores querem ter energia própria caso a rede pública venha a enfrentar problemas de fornecimento. ‘‘Não estamos vendendo tão febrilmente quanto em março, mas ainda recebemos tefonemas todo dia’’, disse um vendedor da Austin Power Generation Systems.
Para se ter uma idéia do nível da paranóia americana, algumas pessoas já estão deixando os Estados Unidos. O próprio Barry Levinson contou que um amigo seu de Washington, recentemente juntou a família, fez as malas e mudou-se para a Nova Zelândia. O próprio Levinson está incentivando a ida dos americanos para Belize. Ele vende, através da Web, condomínios e prédios nesse país da América Central para os preocupados com o bug que querem ficar fora do país até as complicações diminuírem. ‘‘Belize não é tão longe quanto a Nova Zelândia, e alguns texanos já passam férias por lá, portanto é território familiar e um bom lugar para se comprar uma casa de temporada’’, argumenta o vendedor oportunista. (Das agências)

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