Estudo aperfeiçoa pele artificial
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de julho de 1997
Curitiba 
O Departamento de Bioquímica da UFPR está trabalhando para aperfeiçoar a utilização da celulose bacteriana, também conhecida como pele artificial, no tratamento de cortes e ferimentos.
O produto foi originalmente desenvolvido pela empresa BioFill Produtos Biotecnológicos, em parceria com a universidade. Atualmente, é comercializado em farmácias e aplicado principalmente em queimaduras, mas também é utilizado na odontologia, para auxiliar na cicatrização.
Segundo o professor José Domingos Fontana, coordenador da pesquisa na UFPR, a idéia é descobrir propriedades alternativas para o produto, que poderá ser utilizado para minimizar sequelas de cicatrizes. Estamos começando a desenvolver e pretendemos conseguir protótipos em um ano, comenta ele.
Os pesquisadores estão realizando testes com outros polímeros, semelhantes à celulose bacteriana, para induzir a formação de uma pele nova sobre os ferimentos.
O professor José Domingos Fontana participou da parceria entre a BioFill e a UFPR para o desenvolvimento do produto, trabalho realizado entre 1989 e 1993. Nessa terça-feira, ele recebeu em Curitiba o 11º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, em função das pesquisas sobre o aperfeiçoamento da pele artificial humana. O prêmio foi entregue pelo governador Jaime Lerner. (G.P.)


