Estudo afirma que aspartame não causa tumores cerebrais
O aspartame, um edulcorante acusado por uma revista científica norte-americana de provocar tumores cerebrais, não é cancerígeno, afirmou a agência norte-americana que controla os alimentos e remédios (Food and Drug Administration, FDA).
O Journal of Neuro Pathology en Experimental Neurology publicou em seu último número um estudo do professor John Olney que estabelece um paralelo entre um auge dos casos de tumores cerebrais nos Estados Unidos e a introdução do adoçante em 1981.
A análise de dados do Instituto Nacional do Câncer (CNI) em relação a esta doença nos Estados Unidos não sustenta esta teoria, segundo um comunicado da FDA.
Os dados do CNI, ressalta a FDA, indicam que os casos de câncer no cerébro e sistema nervoso central começaram a aumentar em 1973, e este auge continuou até 1985 nos Estados Unidos, quando a tendência diminuiu, apesar do consumo crescente de aspartame. Entre 1991 e 1992, chegou inclusive a experimentar uma leve diminuição, explica a FDA.
A agência norte-americana ratifica sua decisão de aprovar o aspartame em 1981 e ressalta que, já nos anos 70, examinou a questão de um vínculo hipotético entre este produto e os tumores cerebrais. Os resultados de um estudo independente permitiram chegar à conclusão de que o aspartame não causa lesões no cérebro, segundo o comunicado. (AFP)





