France Presse/NasaEm forma de borboleta, esta nebulosa é conhecida como M2-9. Em seu centro há um par de estrelas muito próximas em órbita. Quando isto acontece, existe a possibilidade de uma estrela ‘‘engolir’’ a outraUma galeria celestial de estrelas mortas foi capturada pelo Telescópio Espacial Hubble, que avistou várias nebulosas que são o começo e o fim das estrelas.
As últimas imagens do telescópio, liberadas no dia 17, mostram uma variedade inesperada na aparência de estrelas mortas, disseram os astrônomos. Os cientistas acreditam que a maior parte das estrelas, como o Sol, começam a morrer ao livrar-se de uma espécie de concha de gás incandescente e então queimam até transformarem-se em anãs-marrons.
Mas novas fotos mostram que nesta fase as nebulossas ganham formatos inusitados. Elas aparecem como espirais, cálices, jatos de água ou fumaça ejetada de um foguete. A Humanidade nunca tinha visto estas imagens e os cientistas não sabem por que isso ocorre.
France Presse/NasaNebulosa em forma de borboleta
‘‘Da primeira vez que nós olhamos as fotos do Hubble, sabíamos que nossas velhas e simples idéias de como esses objetos são formados tinham de ser revistas’’, disse Howard Bond do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial em Baltimore (EUA).
Os cientistas não sabem porque certas estrelas ordinárias morrem de maneira espetacular, mas acreditam que o padrão intrincado pode estar relacionado às interações das velhas estrelas com companheiras não avistadas, como planetas, anãs-marrons ou estrelas menores.
France Presse/NasaNebulosa NCG 3918: formato bipolar
O gás liberado pela nebulosa e por supernovas, as explosões causadas pela morte de uma estrela com oito vezes a massa do Sol, liberam certas substâncias, incluindo carbono, que vão fazer parte do material que faz novas estrelas, planetas, e, potencialmente, vida.

mockup