Mesmo grandes empresas estão sujeitas a ataques cibernéticos e vazamento de informações, defende Maurício Bandeira, gerente de linhas financeiras da corretora de seguros Aon. A corretora comercializa seguro de responsabilidade cibernética, que resguarda empresas quando há vazamento de informações sigilosas.
Ele citou os casos recentes da Adobe e do LinkedIn de vazamento de dados de seus usuários para mostrar que não importa o porte da empresa, todos estão vulneráveis a incidentes como estes. No Brasil, a situação não é diferente, ele diz. "O risco, de maneira geral, acaba sendo o mesmo. A internet é algo global." Além de ataque de hackers, ele cita a espionagem industrial como uma ameaça às empresas.
O seguro de responsabilidade cibernética cobre custos com honorários advocatícios e prejuízos financeiros com a interrupção das atividades causada pelo ataque, por exemplo. Segundo Bandeira, pelo menos 20 empresas no Brasil possuem este seguro, que é obrigatório por lei nos EUA para alguns ramos de atividade. "As empresas estão preocupadas com o episódio de vazamento de e-mails no caso da Dilma, por exemplo, que gerou bastante discussão." Empresas da área de e-commerce, indústrias, escritórios advocatícios e empresas da área de saúde são alguns clientes.(M.F.C.)

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