Diante de tantos portáteis disponíveis no mercado e do alarde criado em torno de tablets e smartphones como objetos de desejo, quem acha que a tecnologia trabalha a favor do dia a dia pode ficar confuso sobre qual aparelho é o mais adequado para cada tarefa. Pois, apesar da tendência de convergência para os dispositivos móveis, cada dispositivo tem funções diferentes.
O professor universitário Francisco Bartosievicz Netto tem smartphone, tablet e notebook, e usa cada um deles para atividades diferentes. ''O note representa trabalho. Como sou professor, uso para fazer prova, por exemplo. O tablet é mais para descanso, lazer. Uso para ver redes sociais, vídeos na cama. É mais fácil para ficar com ele no colo. Já o smartphone é a mobilidade. Você está em qualquer lugar e pode ver e-mail, pesquisar, usar um aplicativo. Mesmo um tablet sendo pequeno, tem que levar na mão, e o smartphone já fica no bolso.''
Para quem não pode ter os três aparelhos, o consultor de tecnologia móvel Danilo Brizola, da PDASmart, de Curitiba, dá algumas dicas.
O smartphone - ''uma evolução do celular'' -, por exemplo, virou febre. Segundo a consultoria Canalys, suas vendas ultrapassaram a de PCs (incluindo tablets, notebooks, netbooks e desktops) em 2011. ''É um celular com funções de um computador'', observa o consultor. Brizola comenta que quem tem um smartphone não deixa de ter um tablet ou um PC, mesmo com lançamentos como o Galaxy Note, um misto de smart e tablet. O uso de aplicativos, navegação na internet, pesquisa, atualização de redes sociais, é bem-vindo no telefone inteligente, mas com foco em situações mais ''emergenciais''.
Quanto a notebooks e tablets, Brizola afirma que a tendência é os notes tomarem o lugar dos desktops e os tablets tomarem o lugar dos notebooks em viagens e compromissos fora do ambiente doméstico ou de trabalho. ''Hoje encontram-se notebooks com as mesmas configurações de desktops e até melhores. E os tablets, usa-se em uma viagem para responder e-mail, consumir conteúdo.''
De acordo com o consultor, os notebooks com configuração mais robusta servem para a produção de conteúdo enquanto os tablets, de configuração mais leve, se prestam para o consumo de conteúdo. Mas há ressalvas. No caso de algumas profissões, como a de músico por exemplo, os tablets podem ser úteis para a produção de conteúdo uma vez que existem aplicativos que permitem a leitura de partitura ou mixagem de som.
O tablet também pode ser muito útil para o representante comercial ou corretor de imóveis, que precisam mostrar imagens de produtos, sugere César Parra Ortega, supervisor de vendas da Compusystem.
Trocando em miúdos: notebook é para trabalhar e tablet para consumir conteúdo. Ficando sempre atento à autonomia de uso: a carga da bateria de um tablet dura, em média, 10 horas; a de um note, no máximo, quatro horas.
O gerente da ByShow, Rodrigo Segantin, destaca que os tablets têm interessante função de leitura e são indicados para quem tem notebook para tarefas mais pesadas. ''As pessoas acham que tablet é um note. Mas não é. É para aquele que vai viajar e, em vez de levar livros, leva só esta peça clean e tem todas as informações.''
Para trabalhar, notebook é o mais indicado até porque tem muita gente que não se acostuma a digitar no teclado virtual do tablet. Ortega, da Compusystem, também é da opinião de que nada substitui o computador pessoal - nem o smart nem o tablet. ''Ele é um desktop e, para algumas funções (usar programas como Autocad e Photoshop, por exemplo), será preciso este equipamento.''

Imagem ilustrativa da imagem ESTE OU AQUELE? - Smartphone, tablet ou notebook
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