Está mais fácil vender na Internet
A partir de outubro os americanos que quiserem comprar produtos brasileiros via Internet e pagar com cartão de crédito, poderão fazê-lo através do projeto Best (Brasil Export Service Technology), que será realizado com o apoio da Agência de Promoção de Exportações (Apex). O convênio com a Apex e a Fundação André Tosello, de São Paulo, para promover esse comércio eletrônico, foi assinado na semana passada na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) - órgão ao qual a agência está vinculada - em Brasília.
A assinatura dos convênios integra a estratégia do Programa Especial de Exportações (PEE), de incluir as pequenas e médias empresas no processo exportador, para duplicar as exportações brasileiras até o ano de 2.002. Com esses dois convênios chegam a seis os projetos patrocinados pela Apex este ano, totalizando US$ 22 milhões, segundo o gerente especial da Apex, Frederico Alvares.
O esquema comercial do projeto Best permitirá que cerca de mil produtos brasileiros produzidos por pequenas e médias empresas - calçados, bijuterias, jóias, móveis, artigos de decoração, ferramentas, entre outros -, sejam colocados no mercado americano sem dificuldades. Os consumidores farão pedidos pela Internet acessando o endereço www.bestbrasil.com e terão a entrega do produto feita pela empresa Vanguard, dirigida por um brasileiro, Eduardo Moreira da Costa, que concebeu o projeto e leciona em Harvard. Para evitar problemas de suprimento, a Vanguard adquire os produtos dos empresários brasileiros e os armazena na sede da empresa, em Pembroke Pines, na Flórida. Acontecerá uma venda direta dos produtos, semelhante aos catálogos impressos usados nos Estados Unidos, afirma Alvares.
As empresas que estão participando do Best, cerca de 160, são todas de São Paulo e foram selecionadas por consultores americanos. No processo de seleção, elas foram submetidas a qualificação, realizado na primeira fase do projeto, cujos custos foram pagos pelo Sebrae São Paulo. A segunda fase, que começa agora, segundo Alvares, tem um custo de US$ 5,3 milhões, e será bancada pela Apex (45,9%) e pelo Sebrae paulista. Frederico Alvares explica que a Apex e o Sebrae, por bancarem os recursos, serão remunerados, durante 10 anos, com 3% sobre o faturamento das 160 empresas que estão participando do empreendimento.
Segundo o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Pio Guerra, a expectativa é a de que até junho de 1999, cerca de 700 empresas, incluindo outros estados, e 1.500 em 2.003, estejam participando do projeto Best. Com 1.500 empresas, ele afirma que serão gerados US$ 500 milhões em exportações e criados mais de 85 mil empregos.ReproduçãoPedidos
on lineCalçados, bijuterias, jóias, móveis, artigos de decoração e ferramentas são alguns dos produtos brasileiros contemplados pelo esquema comercial do projeto Best, que envolve pequenas e médias empresasGecy Belmonte,
Agência Estado





