Esquadrão faz todo dia um dia de caça
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quarta-feira, 10 de setembro de 1997
Agência Globo 
Agência Globo
AsesNas fotos o Spitfire-VB e um P-47, usados pelas forças aliadas na Segunda Guerra Mundial
RIO, 8 - Outubro, 1944. O mundo está em chamas. Terror generalizado. É a Segunda Guerra Mundial em atividade, para miséria de muitos, lucro de poucos e vergonha da humanidade. Na luta contra as forças nazistas, nasce o Jambock, codinome do 1º Grupo de Caça da Força Aérea Brasileira. Sua missão na Itália: atacar alvos alemães em terra.
Mais de 50 anos depois, o esquadrão Jambock continua no espaço. Ciberespaço, melhor dizendo. O bom é que agora a pancadaria é virtual, para alegria de todos os 31 integrantes desse time de ases da simulação de combate aéreo. E é uma equipe de primeira linha, a julgar pelos resultados e, de quebra, pela tecnologia que eles usam na brincadeira.
Brincadeira? Onde? Eles levam a coisa a sério. Basta ver a versão 2.0 do software WarBirds, que está sendo lançado justamente esta semana pela ICI Games http://www.icigames.com, empresa que organiza o furdunço.
É melhor que qualquer simulador de vôo do mercado. São várias arenas, onde podem voar até cem aviões de 40 modelos da época da Segunda Guerra. Os bombardeiros, por exemplo, podem ser tripulados por até seis pessoas ao mesmo tempo - cada um na sua casa, claro. O modelo de vôo é o mais realista (im)possível, com torque e outros tantos imprevistos. É pouco? É. Então eles inventaram também um sistema de voz que permite a comunicação, via rede, entre quatro pilotos simultaneamente. A versão 2.0 usa e abusa de gráficos 3D. E já está prometida para outubro a versão otimizada para placas de aceleração 3D/fx.
Essa tecnologia toda serve para o combate, em tempo real, contra outros esquadrões virtuais espalhados pelo resto do mundo. Mas já está quase perdendo a graça: todo fim de semana, não tem para mais ninguém. Só dá Jambock, que já tem um site especial, em http://www.jambock.com. O grupo começou a se formar no ano passado e agora está proliferando. Hoje, o Jambock patrocina outros esquadrões brasileiros, como o Najack, o Pampa e o Joker. Vale uma visita à página para conhecer as feras brasileiras.
O grande charme dos WarBirds é que não existem aviões inimigos controlados por computador: é tudo on-line, ou seja, os bichos são controlados por pilotos humanos. Assim, os combates são sempre diferentes, e técnica e habilidade são requisitos essenciais para a sobrevivência. Não é para qualquer amador, e até pilotos profissionais se atrapalham. Toda a teoria do combate aéreo convencional é usada nas batalhas. Só experimentando.
Para isso, você tem que acessar o site da ICI Games ou o do Jambock, fazer o download (gratuito, claro) do WarBirds 2.0 ou adquirir o CD via Correios (é ruim, hein?). Para começar a dominar o WB - há dezenas de aviões a escolher - o melhor é treinar head-to-head com um amigo. É a maneira de fugir dos US$ 2 por hora cobrados pela ICI Games pelo uso do seu servidor. Preço, aliás, que vai cair. Isso porque, entre outros concorrentes, a gulosa Microsoft viu que o negócio é tão bom que também vai lançar o seu simulador on-line.
Mas isso aí já é briga de cachorro grande. Para nós, pobres mortais, o que interessa é sair sentando o pau. Ou - e que se perdoe o trocadilho - sentando a pua.


