Especialista sugere consultoria antes de investir em máquinas
Separar a necessidade técnica da pressão de substituir o equipamento de informática. Dizer não ao deslumbramento e ao consumismo: esses parecem ser os mandamentos básicos entre os profissionais da área. Diferentemente do que possa parecer, os consultores empresariais não aconselham os clientes a adquirirem todas as novidades que a indústria da informática lança no mercado.
O consultor para assuntos de informática José Ruiz, de Londrina, reconhece que o investimento em máquinas novas é necessário, mas faz ressalvas: As empresas precisam saber se existe a necessidade real. Não se pode conceber um computador de última geração sem que seja explorado todo o seu potencial, comenta Ruiz. Para o consultor, as empresas precisam do computador (o meio) para atingir algum tipo de finalidade. Não se deve superestimar o meio em detrimento do fim, orienta.
Segundo Ruiz, a velocidade da indústria da informática atinge igualmente os hardware e software. A inserção de um determinado item nos programas de computador, acaba exigindo dos fabricantes de hardware uma tecnologia adequada. Isso acontece também com o micro pessoal. Jogos potentes, por exemplo, só são executados em máquinas compatíveis, afirma Ruiz.
Apresentar os lançamentos que são necessários para as empresas ganharem tempo e dinheiro faz parte da função do consultor. Ruiz explica que os custos baixam sensivelmente quando se utiliza a tecnologia correta. Em uma escola, onde as provas são preparadas em impressora jato de tinta, cada unidade vai custar R$ 0,17. Para 50 mil provas a escola gastaria R$ 8,5 mil, assegura Ruiz. Se a escola adquirir uma impressora a laser cada prova vai sair por R$ 0,03. O custo da mesma quantidade de provas vai cair para R$ 1,5 mil, garante.
Em caso de substituição de produtos da informática de última geração o equipamento antigo deve ser remanejado. Não se deve falar em computador obsoleto, comenta. Segundo Ruiz, o consultor deve avaliar todos os setores das empresas, na hora de investir em informática. Encostar as máquinas no canto é inconcebível, conclui. (M.B.)





